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Carta ao Leitor: Uma janela para Tóquio

VEJA seguirá a Olimpíada de perto: os resultados, as surpresas, os relatos de superação e, sim, eventuais problemas de um torneio em plena pandemia

Por Da Redação3 min de leitura
FATORES EXTERNOS - A Olimpíada de 2021 será atípica como foram as de Munique, em 1972, e Moscou, em 1980: atentado e boicote -
FATORES EXTERNOS - A Olimpíada de 2021 será atípica como foram as de Munique, em 1972, e Moscou, em 1980: atentado e boicote -

“De tanto organizar a XXII Olimpíada de Moscou, os líderes soviéticos esqueceram-se de dar-lhe, também, uma alma.” Assim a enviada especial de VEJA, a jornalista Dorrit Harazim, começava a reportagem a respeito do início dos Jogos de 1980, em julho daquele ano, boicotados pelos Estados Unidos e por outros 64 países em protesto contra a invasão do Afeganistão — o troco viria em 1984, com catorze nações do bloco comunista ausentes da competição em Los Angeles. Numa das edições de setembro de 1972, durante a Olimpíada de Munique, esta Carta ao Leitor lamentava o atentado cometido por um grupo terrorista palestino contra a delegação de Israel: “A chacina é o espelho fulgurante da situação sociopolítica da humanidade de hoje, dos estranhos humores que percorrem um mundo cada vez mais descrente”.

A Olimpíada de Tóquio, prevista para começar na próxima sexta-feira, 23, faz parte de uma família de Jogos, como os…

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