O futebol feminino briga para ter as mesmas condições do masculino
A Federação de Futebol dos Estados Unidos anunciou condições semelhantes para as seleções. É um louvável primeiro passo para a igualdade

Seria natural, e desejado, que a luta das mulheres por igualdade de tratamento em relação aos homens entrasse nos gramados — e, nesse caminho, 2020 foi um bom ano, apesar dos estádios vazios em decorrência da pandemia. No início de dezembro, a Federação de Futebol dos Estados Unidos (USSF, na sigla em inglês) chegou a um acordo inédito com as jogadoras: a partir de agora, elas terão condições de trabalho como as deles. Voarão em aeronaves fretadas, ficarão hospedadas em hotéis de qualidade e terão apoio profissional como acontece no mundo masculino. É decisão louvável, que precisa ser celebrada — convém lembrar, contudo, que o jogo mal começou, e muita água há de rolar. É como se a partida feminina estivesse nos minutos iniciais do primeiro tempo. Faltam ainda quase noventa minutos do tempo regulamentar e mais uma prorrogação de meia hora para elas chegarem aonde deveriam realmente estar.
O…
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