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Mequinho: “Estou entre os melhores”

Craque do xadrez e ídolo nos anos 1970, o jogador fala sobre a doença que o afastou dos campeonatos. Aos 68 anos, ele se destaca nos torneios on-line

Por Klaus Richmond e Luiz Felipe Castro3 min de leitura
MUDANÇA - Fé: “Acabei me formando em teologia e pensei em ser padre” -
MUDANÇA - Fé: “Acabei me formando em teologia e pensei em ser padre” -

O xadrez virou febre mundial graças à série O Gambito da Rainha. O senhor viu a minissérie? Não, mas soube que a protagonista teve uma trajetória precoce como a minha. Ainda criança, ganhei um tabuleiro de minha mãe. Um delegado que sabia jogar me ensinou e com 7 anos eu já era vice-campeão entre os adultos de São Lourenço do Sul (RS). Aos 13, fui campeão brasileiro, com 20 ganhei o título de grande mestre. Fiquei entre os três melhores do mundo ainda jovem.

Naquela época o senhor era uma celebridade nacional… Sim, fui capa da VEJA, conheci vários presidentes. Mudei para o Rio de Janeiro para jogar pelo Flamengo e cheguei a lotar o Maracanã. O presidente Médici me ofereceu um cargo no governo. Conheci presidentes de quatro países. No meu melhor momento, aos 25 anos, fui acometido por miastenia, uma doença grave que compromete os movimentos motores. Fiquei…

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