O erro da visão hegemônica em um futebol que precisa se digitalizar
O esporte era dominante e fácil de ser consumido pela massa, mesmo quando ela não tinha interesse na partida exibida. Na era do digital, isso não existe

São diferentes as caras da crise que o futebol atravessa atualmente. A última foi a tentativa de revolucionar o formato de competições entre grandes clubes europeus, com o objetivo de gerar mais receitas para quem investe mais. A chamada Superliga não deu nada certo, foi abortada em poucos dias e grandes executivos passaram vergonha frente à comunidade internacional do futebol. Ocorre que essas diferentes caras têm uma razão complexa e difícil de ser discutida em grandes meios de comunicação, pois envolve a vários deles, que é a mudança do modelo de distribuição de conteúdo em um mundo digitalizado. Por trás dela, a miopia de querer se manter práticas de atuação hegemônica sobre um produto global, em tempos que as pessoas buscam diversidade, colaborativismo e customização do consumo.
Em outras indústrias, várias empresas, gigantes em outras eras, ficaram pelo caminho da digitalização. Neste tempo, o futebol preferiu ficar isolado, do alto…
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