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Bola fora: por que ruiu a ideia de uma liga de futebol exclusiva na Europa

Evento foi cancelado em menos de três dias depois da enorme reação de torcedores, cartolas e políticos

Por Luiz Felipe Castro4 min de leitura
REVOLTA - Torcedores do Chelsea protestam em Londres: a grita do público enterrou de vez a iniciativa -
REVOLTA - Torcedores do Chelsea protestam em Londres: a grita do público enterrou de vez a iniciativa -AP

O celebrado futebol europeu, com milhões de espectadores mundo afora e os mais fortes anunciantes, foi protagonista de um espetáculo grotesco na semana passada. Doze dos mais influentes clubes do continente, apertados com a crise causada pela pandemia, decidiram pôr em prática um antigo plano de formar uma Superliga Europeia, apartada da renomada Liga dos Campeões e somente com os clubes de elite. O objetivo era claro: dobrar suas receitas com cotas de televisão. Cerca de 48 horas depois do anúncio, feito no domingo 18, o projeto já tinha ido por água abaixo — e por lá deverá ficar.

A Superliga naufragou de forma desonrosa não apenas devido à pressão da Fifa e da Uefa, entidades máximas do futebol mundial e europeu, que ameaçaram banir os clubes de torneios nacionais e internacionais, mas também por influência de políticos poderosos, como o primeiro-ministro britânico Boris Johnson e o presidente francês Emmanuel…

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