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Mano Menezes é o novo técnico do Corinthians; saiba detalhes

Treinador retorna nove anos após a última passagem para tentar conduzir Timão ao inédito título da Sula; contrato vai até o fim de 2025

Mano Menezes é o novo técnico do Corinthians. Um dia depois da demissão de Vanderlei Luxemburgo, o acordo entre clube e treinador foi selado para o retorno. Esta será a terceira passagem dele pelo Timão, nove anos após a última, em 2014.

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O vínculo vai até o fim de 2025, com salários de 800 mil reais mensais. As informações foram inicialmente publicadas pelo jornalista Samir Carvalho, do canal Café do Setorista.

Em 2014, Mano classificou o Timão para a Libertadores com a quarta colocação no Brasileirão daquele ano, mas acabou não permanecendo, sendo sucedido por Tite – outro nome desejado pela diretoria após a saída de Luxemburgo.

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Mano retorna ao Corinthians após passagem em 2014 - Daniel Augusto Jr/Agência Corinthians
Mano durante a segunda passagem pelo Timão – Daniel Augusto Jr/Agência Corinthians

Na ocasião, usou tom irônico na despedida para dizer que imaginava já saber quem seria o seu substituto, sem citar nominalmente Tite.

Tite, por sinal, era o principal desejo de torcedores corintianos, mas as negociações com ele não avançaram devido ao iminente acerto com o Flamengo, atendendo um antigo desejo pessoal e de sua comissão técnica de trabalhar no Rio de Janeiro.

Em entrevista exclusiva a PLACAR, em setembro do último ano, o treinador e o auxiliar Cleber Xavier admitiram a vontade de trabalhar no futebol carioca pouco após ser questionado se enfrentava rejeição de torcedores no Rio de Janeiro.

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“Tu vê que interessante a tua pergunta. Sabe por que? Todos os dias ou, pelo menos, cinco dias por semana eu e a minha esposa caminhamos no calçadão. É o nosso hábito. E eu nunca tive um desrespeito por parte do torcedor. A não ser por aqueles que falam: ‘o Tite, ó o Pedro. O Tite, ó o Gabigol’. Mas não com aquela agressividade. Quando eu viro para dar resposta, a minha esposa aperta a minha mão. É a deixa, só registro. É um respeito muito legal”, disse o treinador, que teve a fala completada por Xavier:

“A gente sempre pensou [em trabalhar no Rio de Janeiro]. Fomos do Rio Grande do Sul para São Paulo, em São Caetano. Aí fomos para Minas, aí voltamos para o Sul no Inter. Fomos para os Emirados, depois o Corinthians, mas sempre pensamos em trabalhar em clubes do Rio. Foram várias oportunidades, vários convites. Acho que dos quatro clubes do Rio recebemos convites de todos, só não virou real porque não era o momento e tivemos outras opções”.

Tite durante treino do Corinthians
Tite esteve na mira, mas deve ir para o Flamengo – Daniel Augusto Jr/Agência Corinthians

Mano chega com a missão de evitar um rebaixamento no Brasileirão restando 14 rodadas para o termino da competição e, principalmente, conduzir o Timão ao inédito título da Sul-Americana. A equipe mede forças diante do Fortaleza na próxima terça-feira, 3.

Após o empate por 1 a 1 no primeiro jogo, quem vencer o confronto passa para a decisão. Nova igualdade no placar leva a partida para as penalidades.

No TBT desta quinta-feira, 28, PLACAR relembrou a chegada do treinador gaúcho, em janeiro de 2008. Logo na apresentação, Mano disse frases como: “sempre sonhei em dirigir o Corinthians”, “temos a maior torcida do país” e “esta é minha casa”.

Mano Menezes durante a primeira passagem pelo Corinthians, em 2008 - Renato Pizzuto/PLACAR
Mano Menezes durante a primeira passagem pelo Corinthians, em 2008 – Renato Pizzuto/PLACAR

Elas foram registradas em reportagem escrita pelo jornalista Luiz Augusto Simon, na edição 1315, publicada em fevereiro do mesmo ano.

O treinador iniciava ali a vitoriosa história no clube, marcada por duas passagens e pelas conquistas do Campeonato Brasileiro da Série B de 2008, do Paulista de 2009 e da Copa do Brasil de 2009.

Na publicação, Mano ainda fazia planos do porvir em um Corinthians em crise, que tentava se reinventar para a disputa da segunda divisão nacional. Ao todo, 14 jogadores haviam sido contratados e 16 dispensados após a queda, o que deu ao treinador o trabalho de construir um plantel basicamente do zero.

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