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Jorginho acredita na Bola de Ouro: ‘Ninguém ganhou mais títulos do que eu’

A PLACAR, meia ítalo-brasileiro diz que as conquistas pela Azzurra e pelo Chelsea em 2020 e 2021 o credenciam ao posto de melhor do mundo

Capa da PLACAR de novembro
Capa da PLACAR de novembro

O Brasil não conquista uma Bola de Ouro, prêmio entregue pela revista France Football ao melhor jogador da temporada, desde Kaká em 2007, mas pode quebrar este jejum de 14 anos, ao menos de forma dividida, na premiação marcada para a próxima segunda-feira, 29, em Paris. O meio-campista Jorginho, catarinense de Imbituba e uma das referências da seleção italiana, está entre os concorrentes e tem a seu favor o fato de ter conquistado a Liga dos Campeões pelo Chelsea e a Eurocopa com a Azzurra, sempre com papel de destaque.

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Em entrevista a PLACAR de novembro, que já está nas bancas e em nossas plataformas digitais em dispositivos iOS e também Android, o atleta ítalo-brasileiro disse acreditar na conquista da Bola de Ouro e também relembrou o momento em que teve de optar pela seleção italiana ou pela brasileira. Confira, abaixo, a entrevista o perfil completo do meia brasileiro da seleção italiana está disponível na edição impressa.

Como foi a decisão de defender a seleção italiana e abrir mão da brasileira? Chegou a ter dúvidas? Se eu dissesse que foi uma decisão fácil, estaria mentindo. Alguns dias antes do convite da Itália recebi uma ligação do Edu Gaspar (então coordenador da CBF) dizendo que eu estava na lista de observações do Tite e muito bem cotado. Mas eu não tinha certeza nenhuma de que seria convocado. Lembro de ligar para minha mãe e minha irmã, Fernanda, e conversar por horas a fio. Depois desse telefonema, agradeci ao Edu e optei pelo projeto da Itália, que sempre me colocou como peça importante e me valorizou. Vivi na Itália por quase quinze anos, metade da minha vida, foi lá que me formei como ser humano. Não consigo expressar o carinho e a gratidão que tenho pelo país. Eles me escolheram e eu os escolhi. Desde então tudo tem sido maravilhoso. Nós nos reerguemos, depois da desclassificação para a Copa de 2018, passamos um longo período de invencibilidade e voltamos a conquistar a Euro. Eu me sinto muito realizado.

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Direto ao ponto: você merece a Bola de Ouro? Eu me considero, sim, um candidato. Por causa das conquistas e das atuações na última temporada. Fui campeão dos dois principais torneios da Europa, algo que poucos atletas conseguiram. Claro que tenho características totalmente diferentes das de Messi, Cristiano Ronaldo, Neymar, Mbappé, entre outros. Não tenho os números de gols e assistências deles, e nem haveria de ter, dada a minha posição em campo. Mas estou convicto daquilo que fiz e certeza de ter boas credenciais para concorrer à Bola de Ouro.

A Itália não vence uma Bola de Ouro desde Cannavaro, em 2006, e o Brasil desde Kaká, em 2007. Você pode quebrar esse longo jejum de uma só vez. É muita responsabilidade? Sinceramente, não me coloco essa responsabilidade. Ganhar a Euro com a Itália depois de 53 anos já foi o bastante. (risos) Como disse e gostaria de reafirmar: pela temporada e pelos títulos, eu me considero, sim, um candidato à Bola de Ouro. Ninguém ganhou mais títulos do que eu em 2020/2021.

Jorginho atualmente defende o Chelsea, da Inglaterra
Jorginho é um dos pilares do Chelsea, o atual campeão europeu

Na sua infância, em Imbituba (SC), quem era o jogador que o inspirava?
Meu primeiro ídolo foi o Ronaldo Fenômeno, era o cara que eu parava para ver. Ronaldinho Gaúcho e Kaká também me marcaram muito. Aos 13 anos, quando comecei a jogar no projeto “italiano”, fui recuado para atuar como volante. Ali surgiu minha idolatria pelo Pirlo e também pelo Xavi. Via diversos jogos desses dois jogadores para buscar aperfeiçoamento na minha posição.

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Quais as diferenças do futebol italiano para o inglês? São escolas totalmente diferentes. Se eu tivesse de destacar um ponto, diria a intensidade do jogo. Sem dúvida, essa parte da Premier League é acima de qualquer outra liga. O espaço para pensar o jogo é curto e o tempo também. As decisões precisam ser tomadas de maneira mais rápida e, na maioria das vezes, com poucos toques na bola. Não tive dificuldade. Consegui me adaptar bem ao estilo de jogo inglês. Claro que tive de ajustar alguns pontos no meu jogo, mas não vejo isso como uma dificuldade, mas sim como amadurecimento.

Muitos jogadores brasileiros que se consagraram diretamente na Europa, como David Luiz, Filipe Luís, Hulk e Diego Costa, têm retornado ao Brasil para viver essa experiência. Imagina tomar o mesmo caminho? Penso muito no presente. Hoje é aqui na Europa e no Chelsea. Sou muito feliz jogando e morando na Europa. Ainda não parei para pensar em, quem sabe um dia, jogar no futebol brasileiro.

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