O presidente da Fifa, Gianni Infantino, recebeu um total de 6,1 milhões de dólares (R$ 32,3 milhões pela cotação atual) da entidade máxima do futebol ao longo do ano de 2024. A informação foi revelada pelo jornal francês Le Monde, que teve acesso a documentos fiscais declarados pela federação nos Estados Unidos.

Os números mostram uma escalada impressionante nos ganhos do dirigente ítalo-suíço, cujos vencimentos dispararam nos últimos anos, impulsionados por “metas atingidas” e reajustes salariais aprovados internamente.

De acordo com os dados apurados, o montante de R$ 32 milhões não vem apenas do salário fixo. A remuneração de Infantino em 2024 foi composta da seguinte forma:

Salário-base: 2,9 milhões de dólares (R$ 15,6 milhões);
Bônus por desempenho: 1,8 milhão de dólares (R$ 9,7 milhões);
Outras remunerações: 1,15 milhão de dólares (R$ 6,2 milhões) – categoria que inclui auxílios e benefícios diversos;
Aposentadoria e diferidos: 155 mil dólares (R$ 834 mil).

Joseph Blatter, ex-presidente da Fifa - SEBASTIEN BOZON / AFP

Joseph Blatter, ex-presidente da Fifa – SEBASTIEN BOZON/AFP

A evolução patrimonial de Infantino chama a atenção quando comparada ao início de sua gestão. Quando assumiu a Fifa em 2016, após o escândalo que derrubou Joseph Blatter, o subcomitê de remuneração da entidade fixou seu salário anual em 1,8 milhão de dólares (R$ 9,7 milhões na cotação atual), sem previsão de bônus imediatos, como uma medida de austeridade e transparência.

“Como parte de seu compromisso legal com a transparência, a Fifa publica anualmente a remuneração paga aos principais membros de sua equipe de gestão”, disse a Fifa ao Le Monde.

Dez anos depois, os ganhos anuais do dirigente praticamente quadruplicaram. Segundo a imprensa europeia, o aumento foi justificado pelo sucesso comercial das Copas do Mundo de 2018 (Rússia) e 2022 (Catar), além da reeleição do cartola em 2023, que lhe garantiu maior poder político e financeiro dentro da organização.