Júlio Casares está afastado do cargo de presidente do São Paulo, nesta sexta-feira, 16. Em meio a investigações policiais, instabilidade política e crise financeira, o ex-mandatário Júlio Casares teve seu mandato destituído em meio ao rito de seu impeachment,
Dessa maneira, quem assume imediatamente é o vice-presidente da gestão, Harry Massis Júnior, até o final do mandato (31 de dezembro de 2026). Segundo o artigo 115 do clube, Massis poderá se candidatar a uma reeleição imediata.
Inicialmente, Casares acreditava em sua inocência, mas viu a pressão escalar após conselheiros indicarem voto favorável ao afastamento. Assim, de acordo com fontes ouvidas pela reportagem, Casares já considerava anunciar sua renúncia na última quinta-feira, 15, após o jogo do Tricolor contra o São Bernardo.
Aos 80 anos, Harry Massi ocupa a vice-presidência desde 2021. O empresário, dono do Hotel Massis e de negócios no ramo de garagens e estacionamentos, é conselheiro vitalício, sócio do clube desde 1964 e já ocupou diversas funções de diretoria.
As acusações sobre Casares
Em dezembro de 2025, conselheiros do Tricolor protocolaram um requerimento com 57 adesões, o suficiente para que uma reunião extraordinária discutisse o impeachament de Casares. O documento passou a ganhar força após o vazamento de um áudio em que dois diretores afastados, Mara Casares e Douglas Schwartzman, conversavam com Rita Cássia Adriana Prado, revelando suposto esquema ilegal de venda de ingressos em camarote do MorumBis.
Ao mesmo tempo, um inquérito da Polícia Civil já investigava movimentações suspeitas em contas bancárias do São Paulo e de Júlio Casares. Entre os pontos observados pelo processo, um deles é o recebimento de R$ 1,5 milhão em dinheiro, fracionado em depósitos de até R$ 49 mil reais, nas contas do dirigente, de acordo com relatórios do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeira). A defesa do presidente justifica que esse valor tem origem limpa e comprovável.

Julio Casares, presidente do São Paulo – Reprodução/Instagram/@juliocasares_sp
No mesmo dia do vazamento dessa informação (6 de janeiro), o conselho consultivo do Tricolor Paulista, composto por ex-presidentes e conselheiros de peso, não recomendou o impeachament. O próprio Júlio Casares esteve na reunião, tal qual Olten Ayres de Abreu Júnior, presidente do conselho deliberativo.





