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‘Homem da mala’ voltou a dar azar a africanos em Brasília

Depois de Gana, concentração da Nigéria também teve distribuição de dinheiro vivo antes de partida decisiva. De novo, não adiantou: o time está fora da Copa

“Isso é cultural, na África é assim. Antes de jogos importantes é comum que autoridades visitem o timepara tentar motivar a equipe”, explicou o técnico Keshi

As delegações africanas da Copa do Mundo têm reforçado o estereótipo de Brasília como capital do dinheiro distribuído sob a mesa e meca dos portadores de malas recheadas de grana viva. Pela segunda vez no torneio, uma seleção do continente recebeu a visita de uma autoridade munida de maços de cédulas na véspera de um jogo decisivo – e, pela segunda vez, nem mesmo a chegada do agrado financeiro antes da partida foi capaz de impedir uma eliminação de� africanos. A primeira equipe visitada por um “homem da mala” no Distrito Federal foi Gana, que acolheu com entusiasmo um representante do presidente do país – e especialmente os 3 milhões de dólares que ele trazia em sua bagagem. A mesma empolgação não foi mostrada no campo do Estádio Nacional Mané Garrincha, onde os ganeses foram derrotados pelos portugueses e deram adeus à competição.

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Nesta segunda, depois da derrota para a França, nas oitavas de final, no mesmo palco, o técnico da Nigéria, Stephen Keshi, admitiu que seus atletas também receberam um aditivo monetário. De novo, não funcionou. Insatisfeitos com o atraso na entrega da premiação, os nigerianos chegaram a cancelar um treino para forçar a distribuição dos valores prometidos. Da mesma forma que no episódio envolvendo Gana, o caso chegou ao gabinete do presidente, Goodluck Jonathan, que mandou o ministro dos Esportes nigeriano, Tamuno Danagogo, a Brasília. Em sua mala estava o dinheiro reservado aos atletas. A federação nigeriana prometia 10.000 dólares por atleta por vitória na fase de grupos – e a seleção derrotou a Bósnia mas ficou de mãos abanando após aquela partida. Se vencessem nesta segunda, faturariam mais 12.500 dólares.

Depois do duelo com os franceses, o técnico Keshi reconheceu que ocorreu o pagamento de um “bônus” aos atletas, mas minimizou a importância da visita do ministro e da distribuição dos maços de dinheiro. “Isso é cultural, na África é assim. Antes de jogos importantes é comum que autoridades visitem o time ou telefonem para tentar motivar a equipe”, explicou, negando qualquer influência negativa da briga por dinheiro no desempenho de seus jogadores. Keshi preferiu citar como motivos que causaram a derrota as decisões equivocadas da arbitragem (“Não estou nada satisfeito, erraram demais contra nós”) e os acasos do futebol (“O placar final não conta o que foi o jogo”). Mas o próprio Keshi reconheceu, ao ser questionado sobre o que tem impedido as seleções africanas de chegarem mais longe nas Copas, que as equipes sofrem com as distrações fora do campo. “Às vezes os jogadores não são maduros o bastante, às vezes falta um pouco de foco”, lamentou.

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