É preciso dobrar o fôlego
O sucesso do Brasil no campeonato mundial em piscina curta é animador, mas não garante medalhas no Rio em 2016 — atravessar 25 metros, com direito a um número maior de viradas, é muito diferente de percorrer os 50 metros olímpicos

Nós, nós ganhamos?”, perguntou o campeão olímpico e mundial César Cielo, momentaneamente gago. “Pri… Primeiro lugar? Uau!” Deu-se o espanto de Cielo logo depois da vitória no revezamento 4×100 metros medley no campeonato mundial em piscina curta (25 metros), em Doha, no Catar. O pódio na derradeira prova garantiu ao Brasil uma inédita primeira posição na competição. Foram dez medalhas, sete de ouro. Espantoso, sim, mas nada que se compare à barriga tanquinho, seis gomos delineados, do nadador Guilherme Guido, alvo de piadas dos próprios companheiros nas redes sociais. “Respira, Guidão” ou “Guidão fica trincando na hora das fotos. Saio mais do lado dele, não!” foram algumas das frases publicadas pelos campeões. Guidão, especialista em nado de costas, tem apenas 7,9% de gordura no corpo – a média da seleção de natação chega a 10%. E, no entanto, apesar da anatomia privilegiada, os amigos revelam, sim, que, do alto de…
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