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Corinthians estreia na Libertadores em aventura no meio do deserto do Atacama

Clube brasileiro enfrentará o Cobresal em El Salvador, cidade chilena que sobrevive da mineração – e tem menos habitantes que a capacidade do estádio

Embalado por quatro vitórias seguidas no Campeonato Paulista, o Corinthians terá pela frente nesta quarta-feira um grande desafio na estreia da Copa Libertadores. A partir das 21h45 (de Brasília), o campeão brasileiro enfrentará o Cobresal, uma modesta equipe chilena famosa por jogar, literalmente, no meio do deserto do Atacama. O estádio El Cobre tem capacidade para 20.000 pessoas – mais que o dobro da população da região onde está localizada, a cidade de El Salvador, que sobrevive da mineração de cobre.

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Apesar de o Cobresal ser considerado o time mais fraco do Grupo 8, que tem ainda o colombiano Santa Fe e o paraguaio Cerro Porteño, as condições adversas de jogar no meio do deserto diminuem o favoritismo do Corinthians. A delegação alvinegra chegará a El Salvador somente nesta quarta, momentos antes da partida.

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Encravada no deserto do Atacama, El Salvador possui cerca de 8.000 habitantes e está localizada a 2.600 metros acima do nível do mar. O clima é árido e bastante seco e, como a cidade não tem aeroporto comercial, o avião com os jogadores do Corinthians terá de pousar em uma base aérea localizada a cerca de 30 quilômetros do estádio.

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O Cobresal foi fundado em 1979 e o estádio El Cobre no ano seguinte, em uma tentativa do ditador Augusto Pinochet de diminuir os protestos na região. O clube é mantido pela Codelco, uma empresa mineradora estatal e, por isso, corre risco de extinção nos próximos anos devido à escassez das reservas de cobre. Em um documentário da ONG Marca Chile, Ibar Rivera, o jardineiro do estádio El Cobre, contou sobre as dificuldades em cuidar do gramado no meio do deserto:

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https://youtube.com/watch?v=42rrG4LBtAM%3Frel%3D0

Por falta de campos de treinamento em El Salvador, o técnico Tite optou por comandar um treino nesta terça à tarde no CT da Universidad de Chile, em Santiago. O retorno à capital chilena está previsto para quinta. Ou seja, o Corinthians ficará menos de 24 horas no local da partida. Tite fez questão de mostrar respeito ao Cobresal e se recusou a apontar dificuldades externas.

“Altitude e clima são uma questão de adaptação, mas a qualidade do adversário está em primeiro plano”, afirmou o gaúcho. “Não vejo a altitude maior influenciar, não. Em outros locais, é mais pesado: Cusco (quase 3.400 metros), La Paz (mais de 3.600 metros)… Não vejo a altitude interferindo tanto”, disse o técnico à Agência Estado.

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Em entrevista ao jornal chileno El Mercurio, o meia do Cobresal, Jorge “Kike” Acuña, ironizou a logística do Corinthians. “Eles não quiseram ficar em El Salvador porque aqui não há todas as comodidades no hotel. Acho que pediram piscina aquecida, sauna, jacuzzi, e aqui não deram. Não devem estar muito contentes de nos visitar”, alfinetou Acuña.

No entanto, o jogador não se sentiu ofendido ao saber que o goleiro Cássio confessou à imprensa chilena que conhecia pouco sobre o adversário. “Não vamos nos chatear porque os jogadores do Corinthians, de primeiro nível, não sabem nada de nossa equipe. Somos um clube pequeno. Mas isso também pode jogar a nosso favor”, completou.

Vista área do estádio El Cobre em imagens do Google Street View
Vista área do estádio El Cobre em imagens do Google Street View VEJA

(da redação)

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