O Botafogo entrou em campo na noite desta quinta-feira (20) precisando de um verdadeiro milagre, mas a montanha provou ser alta demais. Sob o comando do técnico interino Rodrigo Bellão, a equipe carioca venceu o Cienciano-PER por 1 a 0 no estádio Nilton Santos, em duelo válido pela Copa Sul-Americana. Apesar do triunfo e da entrega em campo, o resultado não foi suficiente para reverter a dura goleada por 6 a 1 sofrida no jogo de ida, no Peru, selando a despedida do clube alvinegro da competição continental.

Esperança precoce e pressão alvinegra

Empurrado por uma torcida que pedia o milagre desde o apito inicial, o Botafogo começou a partida em ritmo acelerado. A recompensa veio logo aos 8 minutos, fruto da desatenção adversária. Montoro cobrou uma falta com rapidez, pegando a defesa peruana desorganizada, e lançou Danilo Pereira. O atacante demonstrou frieza, dominou fintando o goleiro Espinoza e tocou para o gol vazio, acendendo a esperança nas arquibancadas.

O time da casa continuou pressionando e empilhou chances para ampliar o marcador ainda na primeira etapa. Aos 24 minutos, o grito de gol ficou entalado quando Danilo Pereira encobriu o goleiro, Arthur Cabral furou o desvio e a zaga do Cienciano salvou a bola praticamente em cima da linha. Pouco depois, aos 36, a rede até balançou após confusão na área, mas a arbitragem anulou o lance apontando toque de mão de Danilo. Para complicar a situação, o goleiro Warleson sofreu um corte no rosto após choque com Hohberg e precisou ser substituído por Gabriel Batista antes do intervalo.

Intervenção do VAR e o fim do sonho

Na volta para o segundo tempo, o Botafogo tentou manter a chama acesa e quase teve uma chance de ouro aos 4 minutos. Alex Telles invadiu a área e caiu após pisão de Cabello, levando o árbitro a marcar pênalti. No entanto, após revisão no monitor do VAR, a penalidade foi cancelada devido a uma falta de ataque de Vitinho na origem da jogada. O balde de água fria diminuiu o ímpeto alvinegro.

Com o passar do tempo e a necessidade de marcar mais quatro gols se tornando cada vez mais irreal, o ritmo da partida caiu drasticamente. O Cienciano passou a administrar a vantagem construída no primeiro jogo, enquanto o Botafogo, mesmo tentando com finalizações de Kadir e Júnior Santos na reta final, não conseguiu furar o bloqueio novamente. Nos acréscimos, Ferraresi ainda chegou a receber cartão vermelho direto, mas o VAR interveio novamente para rebaixar a punição para amarelo. Com o apito final, o Cienciano garantiu a classificação e segue vivo no torneio, enquanto o Botafogo foca agora no restante da temporada.

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