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A briga entre a Globo e os clubes pelos direitos de transmissão dos jogos

Com apoio de Bolsonaro, o Flamengo enfrenta a emissora e acelera uma nova forma de consumir futebol no Brasil

Por Machado da Costa7 min de leitura
VICE, MAS FELIZ - Flamengo: derrota em campo para o Fluminense, mas com audiência de 3,6 milhões de pessoas no canal do time tricolor no YouTube: parceria com o SBT
VICE, MAS FELIZ - Flamengo: derrota em campo para o Fluminense, mas com audiência de 3,6 milhões de pessoas no canal do time tricolor no YouTube: parceria com o SBTGetty Images

“O senhor quer tirar 3 bilhões de reais da Globo?” A provocação, feita a Jair Bolsonaro no mês de maio, atraiu na hora a atenção do presidente, que não perde a chance de revelar seu incômodo com a emissora. A frase foi ouvida durante audiência em Brasília com os representantes dos dois maiores clubes do Rio, Flamengo e Vasco. No encontro, discutia-se uma alteração no artigo 42 da Lei Pelé, que o Poder Executivo realmente poria para andar dias depois, por meio de medida provisória. O item rege a quem cabe o chamado “direito de arena”, ou seja, quem tem a prerrogativa de negociar a transmissão de eventos esportivos, a principal fonte de renda dos grandes clubes brasileiros.

Até o mês passado, vigorava o entendimento de que o interessado em promover a exibição de uma partida de futebol deveria ter a anuência das duas partes envolvidas: o time da casa…

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