Um dos mais famosos estádios do mundo, o San Siro está bem próximo de ser demolido. O conselho municipal de Milão aprovou na última segunda-feira, 29, a venda do estádio e de seu terreno, que pertenciam à prefeitura da cidade italiana, para os arquirrivais Milan e Inter de Milão por 197 milhões de euros (R$ 1,2 bilhão pela cotação atual). Os clubes chegaram a ameaçar abandonar Milão caso tivessem o pedido de compra rejeitado.
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O aval ocorreu após mais de 11 horas de debate na prefeitura, com resultado apertado: 24 votos a favor contra 20. Segundo os clubes, o acordo representa “um avanço histórico e decisivo para o futuro dos clubes e da cidade”.
“O Milan e a Inter de Milão estão satisfeitos com a aprovação da Câmara Municipal da venda do San Siro e seus arredores: um passo histórico e decisivo para o futuro dos Clubes e da Cidade. Aguardando a confirmação oficial da decisão do Conselho pelo Governo da Cidade, os Clubes olham com confiança e responsabilidade para os próximos passos do processo que levará à criação de um novo estádio que atenderá aos mais altos padrões internacionais – uma instalação de classe mundial destinada a se tornar um novo ícone arquitetônico para Milão e um símbolo da paixão dos fãs de futebol ao redor do mundo”, afirmaram em nota.

Partes do estádio serão preservadas no processo de demolição – Stefano Rellandini/AFP
Agora, Milan e Inter precisam cumprir exigências burocráticas para concluir o negócio até o dia 10 de novembro. Caso o prazo não seja respeitado, o San Siro não poderá mais ser demolido, como prevê o projeto.
Como será o novo San Siro
Com capacidade para 71.500 torcedores, a nova arena será construída ao lado do atual San Siro, na área de estacionamento. A inauguração está prevista para 2031, com possibilidade de ser utilizada para a Eurocopa do ano seguinte, que será disputada na Itália e na Turquia.
Inaugurado em 2026 e reformado para a Copa do Mundo de 1990, o palco histórico, também conhecido como Giuseppe Meazza, continuará sendo utilizado enquanto a nova arena é erguida. O estádio ainda receberá a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2026.

Antigo San Siro dará lugar a uma arena para 71.500 torcedores – Piero Cruciatti/AFP
O projeto assinado pelos arquitetos Foster + Partners e Manica prevê que partes históricas do San Siro sejam preservadas — em especial, uma seção do anel superior (a segunda arquibancada) e também parte da fachada ou curvas mais emblemáticas. Os espaços poderão ser transformados em museus ou espaços de memória futebolística.
O Milan foi o primeiro proprietário do estádio, mas passou a dividir a utilização com a Inter depois da estrutura virar posse da prefeitura. A partir de 1980 o local foi rebatizado como Giuseppe Meazza, em homenagem ao ex-jogador que defendeu os dois clubes.
Desde então, mesmo sem a posse oficial do San Siro, os dois rivais se tornaram responsáveis pela administração e manutenção do estádio.







