A Federação Senegalesa de Futebol (FSF) oficializou, nesta quarta-feira, 18, o recurso junto à Corte Arbitral do Esporte (CAS/TAS) para tentar recuperar o título da Copa Africana de Nações (CAN) 2025. A medida contesta a decisão da Confederação Africana de Futebol (CAF), que retirou o troféu de Senegal e declarou o Marrocos campeão por W.O. (3 a 0), por abandono de campo dos senegaleses.
O motivo da punição administrativa
A sanção decorre de incidentes na final disputada em 18 de janeiro de 2026, em Rabat. Após a marcação de um pênalti para o Marrocos nos acréscimos do tempo normal, a equipe senegalesa, sob comando do técnico Pape Thiaw, abandonou o gramado em protesto por cerca de 15 minutos.
Embora o time tenha retornado após intervenção do capitão Sadio Mané e a partida tenha sido finalizada, o Comitê de Apelação da CAF aplicou os Artigos 82 e 84 de seu regulamento. A entidade considerou a interrupção temporária como abandono de partida, invalidando o placar real e atribuindo vitória administrativa aos marroquinos.
Resultado em campo e argumentos da FSF

Árbitro Jean-Jacques Ngambo Ndala marcou pênalti polêmico para o Marrocos no fim do jogo -EFE/EPA/JALAL MORCHIDI
Esportivamente, Senegal venceu o confronto dentro das quatro linhas. Logo após o retorno da paralisação, o goleiro Édouard Mendy defendeu a cobrança de pênalti de Brahim Díaz. Na prorrogação, o volante Pape Gueye marcou o gol da vitória aos 4 minutos do primeiro tempo extra, selando o placar de 1 a 0.
A FSF argumenta que a punição é desproporcional e “inaceitável”, pois o jogo foi concluído regularmente sob a autoridade da arbitragem. Os principais pontos da defesa senegalesa em Lausanne incluem:
- A conclusão oficial da partida pela equipe de arbitragem;
- A inexistência de abandono definitivo, uma vez que o time retornou ao campo;
- A soberania do resultado esportivo sobre interpretações administrativas rígidas.
A disputa jurídica agora escala para uma crise diplomática e esportiva no futebol africano, colocando em xeque a governança da CAF enquanto se aguarda a decisão final do tribunal suíço.








