Kylian Mbappé revelou como reage aos memes que o apelidam de “ditador”. Em entrevista à France Football, organizadora da Bola de Ouro, o atacante do Real Madrid admitiu que existe um lado divertido por trás do apelido. O astro francês, porém, lamentou a comparação com figuras responsáveis por episódios trágicos.

“Em parte, é engraçado, porque dá para perceber que, para algumas pessoas, é tudo uma brincadeira saudável. E, em parte, é um pouco menos engraçado, porque sabemos o estrago que gente assim causou ao longo da história. Então, ser comparado a pessoas que assassinam outras, que tornaram a vida de milhões e milhões de pessoas miseráveis… acho que nunca fiz nada parecido na vida”, iniciou Mbappé.

“É uma mistura de sentimentos. Você pensa: “Sei que a intenção é descontraída”. E a coisa não passa disso, mas, às vezes, isso evidencia uma certa falta de consciência, seja política ou humana, por parte das pessoas”, complementou.

Origem do apelido e viralização na Copa de 2026

O apelido nasceu em 2022, quando torcedores passaram a chamá-lo de “Mobutu”. O nome faz referência a Mobutu Sese Seko, ex-ditador do Zaire, atual República Democrática do Congo. A piada ironizava a fama de um “Mbappé autoritário” na época em que estava no PSG.

Na Copa do Mundo de 2026, o apelido viralizou nas redes sociais. Em um vídeo gravado dentro do avião, durante a comemoração da classificação da França às oitavas, Ousmane Dembélé chamou Mbappé de “Mobutu”, conforme relembra O Globo.

A partir daí, vídeos gerados por inteligência artificial passaram a colocar Mbappé em trajes militares. Fora das redes sociais, torcedores começaram a levar cartazes e camisetas aos estádios com o apelido “Mbappé dictador”.

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