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Bellucci tenta repetir Kuerten e conquistar o título em casa

Número 1 do Brasil inicia nesta terça sua campanha no Brasil Open de tênis

De doze edições do Brasil Open, os tenistas espanhóis venceram seis, inclusive as últimas cinco, e têm mais quatro vice-campeonatos

Tímido e contido, o paulista Thomaz Bellucci, tenista número 1 do Brasil, iniciou a temporada com uma novidade em seu staff: a companhia constante da psicóloga Carla Di Pierro, que trabalha para tentar deixar o atleta mais à vontade e ganhar desenvoltura, tanto dentro como fora de quadra. Com o apoio da especialista em psicologia esportiva, que promete marcar presença em todos os seus jogos no Brasil Open, o tenista inicia nesta terça-feira sua participação no principal torneio de tênis realizado no país. Ele estreia por volta das 19 horas (de Brasília), contra o também brasileiro Guilherme Clezar, no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo – e sonha em repetir o ídolo Gustavo Kuerten, único brasileiro a conquistar o título da competição, dominada pelos espanhóis nos últimos anos.

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Bellucci resolveu recorrer aos serviços de Carla na metade do ano passado. Em três semanas ao lado da psicóloga na Europa, ele venceu o Challenger de Braunschweig, fez semifinal em Stuttgart e quebrou um jejum de dois anos com o título em Gstaad. Ganhou quarenta posições no ranking da ATP e decidiu manter a profissional em sua comissão técnica. “Não sei se foi coincidência ou não, mas desde que ela começou a trabalhar comigo tive aqueles três resultados muito bons. A Carla me auxilia e direciona em muitas coisas, tanto dentro como fora da quadra. Muitas vezes, sinto emoções fora da quadra com as quais preciso lidar para render 100% quando entrar na quadra. É um trabalho muito pessoal”, explicou o atleta de 25 anos nascido no interior de São Paulo.

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Carla trabalha há onze anos com atletas de modalidades como judô, caratê, atletismo e triatlo. Após acompanhar o tenista durante a pré-temporada, realizada na Costa do Sauípe e em Buenos Aires, ela percebe alguns ganhos, apesar do período curto de trabalho. “A gente precisa de tempo para notar as mudanças mais concretas, mas já vejo uma evolução no Thomaz”, diz ela. “Ele ainda precisa desenvolver a habilidade de conseguir se sentir à vontade, de se mostrar um pouco mais, de falar um pouco mais o que sente.” O técnico Daniel Orsanic também aprovou os efeitos da participação de Carla sobre o jogo de Bellucci. Os trabalhos do treinador e da psicóloga serão colocados à prova nesta semana, já que Bellucci, cabeça de chave número 5, é a principal esperança brasileira para romper a hegemonia espanhola no Brasil Open.

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De doze edições do Brasil Open, os tenistas espanhóis venceram seis, inclusive as últimas cinco, e têm mais quatro vice-campeonatos. Nas temporadas de 2005 e 2008, a final foi toda espanhola. Desde 2005, por sinal, há pelo menos um representante do país na final. Nove espanhóis entraram na chave principal em 2013 contra apenas quatro brasileiros. Um dos visitantes, aliás, é o grande astro do torneio: Rafael Nadal, que chegou a São Paulo na noite de segunda. Gustavo Kuerten, campeão em 2002 e 2004, é o único tenista brasileiro a conquistar o título. Fernando Meligeni, derrotado pelo tcheco Jan Vacek em 2001, e Thomaz Bellucci, vítima do espanhol Tommy Robredo em 2009, foram vices. Recordista do torneio com três triunfos, Nicolas Almagro, cabeça de chave número 2, luta pelo inédito tetra em São Paulo.

(Com agência Gazeta Press)

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