O clássico entre Olimpia e Cerro Porteño, disputado no último domingo, 19, foi suspenso aos 29 minutos do primeiro tempo. Os distúrbios ocorridos no estádio Defensores del Chaco, em Assunção, deixaram cerca de 50 feridos e resultaram em 63 prisões, conforme balanço divulgado pelas autoridades paraguaias nesta segunda-feira, 20.

Como começaram os confrontos no estádio

De acordo com a Polícia Nacional do Paraguai, a violência teve origem na arquibancada norte, setor destinado aos torcedores do Cerro Porteño. O conflito escalou com o arremesso de pedras e garrafas contra os agentes de segurança. A intervenção policial com gás lacrimogêneo e balas de borracha gerou pânico generalizado, forçando centenas de espectadores a invadirem o gramado em busca de proteção.

O Comissário César Silguero confirmou que, entre os 63 indivíduos processados, seis foram colocados à disposição do Ministério Público. O saldo da operação policial detalhado pela corporação inclui:

  • 7 pessoas flagradas portando armas ou entorpecentes;
  • 18 indivíduos que testaram positivo para alcoolemia;
  • 11 policiais feridos, sendo que um agente de 22 anos sofreu fraturas faciais graves.

Punições e impacto no Campeonato Paraguaio

O Ministro do Interior, Enrique Riera, anunciou que os instigadores e os responsáveis pelo transporte das torcidas organizadas serão sancionados. No âmbito esportivo, o caso será julgado pelo Tribunal Disciplinar da Associação Paraguaia de Futebol. Atualmente, o Olimpia lidera o Campeonato Paraguaio com 39 pontos, seis a mais que o vice-líder Cerro Porteño, e o desfecho jurídico pode alterar a pontuação das equipes.