A Espanha demonstrou por que é uma das grandes favoritas para a Copa do Mundo de 2026. Em partida amistosa disputada nesta sexta-feira (27), no Estádio de la Cerámica, em Villarreal, a Fúria dominou a Sérvia do início ao fim e construiu uma vitória tranquila por 3 a 0. Com dois gols de Mikel Oyarzabal e um do estreante Víctor Muñoz, a seleção espanhola ditou o ritmo do jogo, transformando o confronto em um verdadeiro treino de luxo e ampliando sua longa série invicta.

Oyarzabal rege o monólogo espanhol

A narrativa da primeira etapa foi de controle absoluto dos donos da casa. Trocando passes com a fluidez característica, a Espanha não demorou a furar o bloqueio sérvio. Aos 15 minutos, uma bela jogada coletiva abriu o placar: Fermín López encontrou Álex Baena, que fez um corta-luz inteligente, deixando a bola limpa para Oyarzabal fuzilar as redes. O domínio era tão grande que Lamine Yamal quase ampliou logo em seguida, carimbando a trave esquerda.

A Sérvia, recuada e com dificuldades na saída de bola, apenas assistia ao toque de bola espanhol. Antes do intervalo, aos 43 minutos, Oyarzabal voltou a brilhar. O atacante acertou um chute maravilhoso de canhota, de fora da área, no ângulo do goleiro Vanja Milinkovic-Savic, que saltou em vão. Um golaço que coroou a superioridade da Fúria nos primeiros 45 minutos.

Estreia dos sonhos e o paredão sérvio

No segundo tempo, o técnico Luis de la Fuente promoveu diversas alterações, e o ritmo da partida naturalmente caiu. A Sérvia tentou adiantar suas linhas, mas esbarrou na própria falta de criatividade e na solidez da marcação alta espanhola. Aos 26 minutos, a estrela de Víctor Muñoz brilhou. Substituindo Lamine Yamal em sua estreia pela seleção principal, Muñoz aproveitou um passe magistral de calcanhar de Ferrán Torres, invadiu a área em velocidade e finalizou de três dedos no canto direito, marcando o terceiro gol.

O placar só não se transformou em uma goleada histórica graças à atuação heroica de Vanja Milinkovic-Savic. O goleiro sérvio evitou o pior ao fazer uma defesa dupla impressionante contra Ferrán Torres aos 28 minutos e, na reta final, operou um verdadeiro milagre ao espalmar um chute no ângulo de Dani Olmo.

Caminhos opostos

O apito final confirmou o que se viu em campo: seleções em momentos completamente distintos. A Espanha, que não perde desde março de 2024, mostra um futebol envolvente, maduro e com peças de reposição à altura, chegando fortíssima para o Mundial. Já a Sérvia, fora da Copa e em processo de reformulação, evidenciou que o técnico Veljko Paunovic terá muito trabalho para reconstruir a equipe visando o próximo ciclo.