O futebol argentino perdeu um de seus nomes mais importantes neste sábado, 11. Morreu o ex-volante Antonio Ubaldo Rattín, um dos maiores ídolos da história do Boca Juniors e da seleção argentina, mundialmente conhecido pela expulsão na Copa de 1966 que influenciou na criação dos cartões amarelo e vermelho no futebol. Ele tinha 89 anos e a causa de sua morte não foi revelada.
Nascido em 16 de maio de 1937, Rattín é uma lenda em La Bombonera, pois o Boca Juniors foi o único clube que defendeu, entre 1956 e 1970. Disputou 382 partidas, marcou 28 gols e conquistou quatro campeonatos nacionais e uma Copa da Argentina. Em 1963, foi vice-campeão da Copa Libertadores, derrotado pelo Santos de Pelé.

“Com muito pesar, lamentamos o falecimento de Antonio Ubaldo Rattín, ídolo e emblema de nossa Instituição. Acompanhamos a sua família e seres queridos neste difícil momento. Até sempre, Rata”, escreveu o Boca em suas redes sociais.
Rattín também foi treinador e chegou a comandar seu amado Boca Juniors em 1980. Anos mais tarde, se aventurou na política argentina e foi deputado nacional entre 2001 e 2005, entre outros cargos menores.
A expulsão que mudou a história
Rattín foi um volante imponente, a começar por sua altura (1.90m) e estilo viril. Capitão da Argentina na Copa de 1966, participou também do Mundial de 1962.
Na Copa do Mundo de 1966, protagonizou um dos episódios mais polêmicos do futebol mundial. Nas quartas de final, diante da an fitriã Inglaterra, Rattín foi expulso pelo árbitro alemão Rudolf Kreitlein, que gesticulou que ele saísse de campo, pois na época os cartões amarelo e vermelho ainda não existiam.
Sem compreender a decisão, ou fingindo não entender, o capitão argentino permaneceu em campo por alguns minutos, pedindo que um tradutor entrasse em campo. Ao deixar o gramado revoltado, Rattín comeu chocolates atirados pela torcida, amassou uma bandeira do Reino Unido e ainda se sentou no tapete vermelho reservado à Rainha Elizabeth II, provocando a ira da torcida em Wembley.
O episódio influenciou diretamente na criação dos cartões amarelo e vermelho, implementados pela Fifa na Copa do Mundo de 1970, no México.
Por ironia do destino, Rattín morreu no dia em que Inglaterra e Argentina buscam classificação para se encontrar nas semifinais da Copa do Mundo de 2026. Os ingleses encaram a Noruega, enquanto os argentinos duelam com a Suíça.






