Acervo · Copa do Mundo

Luka Modric: a bonita parábola do filho da guerra

O genial camisa 10 da Croácia aprendeu a jogar futebol nos estacionamentos dos hotéis onde a família se escondia das bombas nos anos 1990

Por Fabio Altman9 min de leitura
Luka Modric, de 37 anos, consola Rodrygo, de 21, que perdera o primeiro pênalti, depois da derrota brasileira: "Todos falham, todos falham. Você vai voltar ainda mais forte. Te amo, filho. Te amo. Vamos se animar”
Luka Modric, de 37 anos, consola Rodrygo, de 21, que perdera o primeiro pênalti, depois da derrota brasileira: "Todos falham, todos falham. Você vai voltar ainda mais forte. Te amo, filho. Te amo. Vamos se animar”FIFA via Getty Images

DOHA – Poucas cenas foram tão comoventes, na Copa do Catar, do que o diálogo de Luka Modric, o genial camisa 10 da Croácia, abraçado a Rodrygo ao fim da disputa de pênaltis vencida pelo time europeu. Os dois são colegas no Real Madrid. Em espanhol, ao pé do ouvido do brasileiro, que perdera a primeira penalidade, Modric sussurrou: “Vamos, hein… Seja forte. Não foi nada, não foi nada. Você é mais forte do que isso. Todos falham, todos falham. Você vai voltar ainda mais forte. Te amo, filho. Te amo. Vamos se animar”. O croata tem 37 anos. Rodrygo tem 21. O pai do ex-jogador do Santos é apenas um ano mais velho do que Modric. Por isso, como ele mesmo revelou em entrevista antes da partida das quartas de final, brincam entre si – um é o pai, o outro é o filho.

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