A quinta-feira, 11 de junho de 2026, marcou a abertura da Copa do Mundo para muita gente. Para quem estava na Times Square, um dos maiores cartões-postais entre os três países-sede, era mais um dia normal.

O México venceu a África do Sul por 2 a 0, na abertura do Grupo A, em partida disputada no Estádio Azteca, na Cidade do México. Julián Quinones e Raúl Jiménez marcaram os gols da partida apitada pelo brasileiro Wilton Pereira Sampaio.

Uma volta pelo ponto turístico da região que recebe por exemplo a final do torneio é possível perceber uma camisa da seleção mexicana aqui e outra ali. Quase nenhuma sul-africana. A dificuldade é ainda maior para encontrar uma só TV que estivesse passando o jogo.

“Não fizeram aqui uma fan fest para ver o Mundial. Acredito que terá no sábado [dia de Brasil x Marrocos, no MetLife Stadium, em Nova Jersey]. Então, vamos ter que encontrar um restaurante ou bar para assistir ao jogo”, disse José Gallegos, assim como a esposa Sarah Gallegos preocupados em não assustar o pequeno Léo com o barulho.

“Com tanto telão, tanta publicidade… Poderiam colocar o jogo ali”, disse Juan Medrado, mais um mexicano, também à procura de um canto para ver a partida. 

Se não havia nenhum estabelecimento exibindo o jogo, os artistas de rua continuavam com os seus shows (e golpes) para turistas em busca de uma gorjeta generosa. Uma foto com super-heróis de diversas gerações ou com um roqueiro americano pode custar perto de 50 dólares a depender da generosidade, ou falta, de cada um dos lados.

Torcedores chegaram a recorrer aos arredores do Madison Square Garden, que recebe as partidas do New York Knicks, na final da NBA contra o San Antonio Spurs, para tentar encontrar um telão. Em vão. O jeito foi recorrer aos aplicativos de placar ao vivo para saber o resultado do jogo. Nas famosas lojas de lembrancinhas, os artigos esportivos raramente continham temas ligados à Copa do Mundo. Os Knicks, os times de beisebol e futebol americano da cidade ainda têm a preferência nas vitrines.