Na vitória da Coreia do Sul sobre a Tchéquia, na noite da última quinta-feira, 11, um som ouvido na transmissão da partida chamou a atenção: os gritos de Olé. Diferente do sentido brasileiro, o Olé no México não é utilizado como deboche ao adversário, mas sim como um grito de força vindo das arquibancadas.

No estádio, em Guadalajara, as camisas verdes de El Tri estavam somadas às vermelhas do Tigre Asiático, em uma torcida única. A PLACAR explica a relação de carinho dos mexicanos com a seleção da Coreia do Sul, que foi adotada como “segundo time”, quando o México não está em campo.

Começo na Copa de 2018

Cho Hyun-woo fala com seus companheiros de time após defesa

A história de amor entre mexicanos e sul-coreanos teve início na Copa do Mundo de 2018. Os dois países, assim como em 2026, também haviam caído no mesmo grupo, junto de Alemanha e Suécia. O México começou a campanha naquele Mundial vencendo a Alemanha e a Coreia do Sul, mas foi derrotado pela Suécia, por 3 a 0, na última rodada.

Enquanto isso, a Alemanha havia se recuperado da derrota inicial para os mexicanos e venceu a Suécia, por 2 a 1. Bastava à seleção alemã vencer a lanterna do grupo, Coreia do Sul, para roubar a vaga dos latinos no mata-mata.

No entanto, superando as expectativas, a seleção asiática bateu a então atual campeã por 2 a 0, com dois gols nos acréscimos. A vitória emocionante foi comemorada por todo o México, levando a cenas marcantes, como a celebração de torcedores ao redor da embaixada sul-coreana na Cidade do México.

Cenas em 2026

Além do apoio na partida contra a Tchéquia, vários encontros amigáveis entre torcedores das duas seleções foram vistos nesse início da Copa. Vídeos nas redes sociais mostram mexicanos cantando músicas de união com os asiáticos, ou ainda celebrando ao som do sucesso coreano Gangnam Style.

Em uma Copa marcada por conflitos geopolíticos e hostilidades, histórias de união que superam fronteiras permanecem como algo que dá sentido ao torneio global.