O ex-presidente da FIFA, Joseph Blatter, expressou forte desaprovação em relação à entidade e ao seu atual líder, Gianni Infantino, após o árbitro somali Omar Artan ser impedido de entrar nos Estados Unidos para a Copa do Mundo de 2026. Em entrevista ao jornal francês L’Équipe, Blatter classificou o incidente como “inacreditável e absurdo”.
Princípios Fundamentais Comprometidos
De acordo com Blatter, a situação com o árbitro Artan compromete “dois princípios sagrados e fundamentais” da organização de um Mundial: a segurança que o país-sede deve garantir para o evento e a concessão de vistos de entrada a todos os oficiais da FIFA. Ele argumentou que “não há nada mais oficial do que um árbitro” e que, se um país nega a entrada a um deles, “é um problema sério, e a Copa do Mundo não deveria ser realizada em tal país”.
Detalhes do Incidente com o Árbitro
O episódio envolvendo Omar Abdulkadir Artan veio a público na terça-feira, 9 de junho de 2026. O árbitro, eleito o melhor da África em 2025, foi barrado pelas autoridades de imigração dos Estados Unidos, no aeroporto de Miami, Flórida. Artan relatou ter sido interrogado por 11 horas e, posteriormente, deportado. A FIFA, por sua vez, limitou-se a afirmar que não tem responsabilidade sobre os procedimentos de imigração dos países anfitriões.
Críticas à Liderança de Infantino
Blatter, que presidiu a FIFA entre 1998 e 2015, também criticou a postura de Gianni Infantino, sugerindo uma falta de autoridade na gestão do caso. Ele questionou a proximidade de Infantino com o governo dos Estados Unidos, afirmando que “é mau quando se começa a deixar a política controlar”. A Copa do Mundo de 2026 será realizada nos Estados Unidos, Canadá e México, e contará com 48 seleções e 104 partidas.









