Acervo · Copa do Mundo
A França de Mbappé lembra o Brasil das antigas
Como um episódio engraçado de Paulo Cezar Caju em 1975, no Olympique de Marseille, ajuda a entender a bagunçada seleção francesa do espetacular atacante

DOHA – A seleção da França, meio bagunçada, lembra um pouco os times dos anos 1970 e 1980. Tem um treinador que não é lá muito afeito a pranchetas: Didier Deschamps dá a impressão de distribuir as camisas e dizer, sem mais palavras, “joguem”. Tem um armador das antigas, e como é bom vê-lo em campo: o fenomenal Antoine Griezmann. Tem um centroavante grossão que, milagre, deu agora para marcar gols: Giroud. E tem Mbappé lá no canto esquerdo, rápido que só ele, espetacular, imparável – um craque que em seus melhores momentos, e apenas em seus melhores momentos (e já fica aqui o pedido de desculpa pela heresia), lembra Garrincha do lado torto, porque o negócio dele é ser gauche na vida, apesar de destro. Há quem, ao ler a descrição acima, considere a França apenas ruim e limitada – e não há milagre que faça uma seleção mediana…
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