Os torcedores de futebol que gostam de acompanhar o lançamento de camisas de times e seleções sabem que, mesmo antes do anúncio oficial, podem ter acesso ao design do produto por meio de vazamentos. Recentemente, as camisas da seleção brasileira para a Copa do Mundo 2026, que tem seu início marcado para o dia 11 de junho, tiveram imagens divulgadas na internet.
As imagens do provável uniforme movimentaram as redes sociais nos últimos dias e acendeu um alerta para as empresas: como o vazamento de projetos oficiais prejudicam a comercialização.

Segundo o levantamento do FNCP (Fórum Nacional contra a Pirataria e Ilegalidade) a pirataria produziu um prejuízo de meio trilhão de reais para a economia do país em 2024. No ramo de artigos esportivos, a última pesquisa revelou que 37% das camisas de times de futebol comercializadas são falsificadas, o que gerou um prejuízo de R$ 9 bilhões aos clubes no ano de 2022.
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Recentemente, o portal FootyHeadlines, conhecido por vazar os uniformes dos clubes com antecedência, publicou as imagens dos ensaios com novas camisas de Brasil, França, Holanda e Inglaterra.
As fotos contam com o Vinicius Junior. estampando a amarelinha, Tchouaméni aparecendo na foto que mostra o uniforme da França, o modelo da seleção holandesa é o De Jong, e Rashford é quem exibe a camisa da Inglaterra. Este mesmo site já havia realizado outros vazamentos, incluindo a camisa 2 do Brasil, anunciada no dia 12 e fornecida pela marca Jordan.

Vinicius Júnior na propaganda de lançamento da camisa número 1 da seleção brasileira – Divulgação/Nike
Fernando Kleimmann, sócio-diretor da Volt Sport, marca brasileira que patrocina 11 clubes e responsável pelos uniformes da seleção brasileira de vôlei feminina e masculina, comentou sobre os riscos que os vazamentos antecipados causam para as marcas. “Um uniforme envolve meses de desenvolvimento e um planejamento estratégico de lançamento. Quando há vazamentos, todo esse trabalho pode ser comprometido, porque o fator surpresa faz parte da construção da narrativa com o torcedor e também da estratégia comercial. Além disso, abre-se espaço para que a pirataria se antecipe ao produto oficial. Esse tipo de situação acaba alimentando um mercado paralelo que se aproveita da exposição antecipada das peças para produzir e distribuir versões ilegais, prejudicando clubes, marcas e toda a cadeia do futebol”, disse Kleimmann.

Seleções lançam camisas 2 para a Copa do Mundo – Divulgação/Adidas
O vazamento de informações sigilosas de projetos também pode causar impacto negativo em relação à opinião do público. A suposta camisa vermelha da Seleção teve 90% de rejeição pelas redes sociais no ano passado, forçando a CBF e a Nike a emitirem notas oficiais afirmando que “as imagens divulgadas recentemente de supostos uniformes da seleção brasileira para a Copa do Mundo de 2026 não são oficiais”. O lançamento estava previsto para março de 2026, meses antes da Copa.
Em outro levantamento, a FNCP revelou que o Brasil bateu o recorde de prejuízo em contrabando, falsificação e pirataria em 2025 atingindo o recorde de R$473,2 bilhões. Clubes brasileiros e empresas fornecedoras já tomam iniciativas para combater possíveis vazamentos e prejuízos comerciais através de acordos contratuais, ferramentas de segurança e patentes para dificultar o acesso aos logins e sites restritos.
Quando esse controle é quebrado por vazamentos, a estratégia de marketing é afetada, e esse movimento abre caminho para a reprodução ilegal dos itens, ampliando os prejuízos para marcas, clubes e para a própria economia do setor esportivo.







