O futebol feminino no Brasil ganhou um reforço de peso vindo diretamente dos Estados Unidos. O Kansas City Current, franquia da liga norte-americana (NWSL) que tem o astro da NFL Patrick Mahomes como um dos sócios, anunciou o lançamento de uma academia de base no interior de São Paulo. A cidade escolhida para sediar o projeto foi Itu, marcando a primeira iniciativa internacional de formação de atletas do clube.
Futuro no futebol feminino
A sonha em identificar e desenvolver jovens talentos brasileiros, oferecendo estrutura e metodologia de treinamento alinhadas aos padrões do clube norte-americano. A escolha do Brasil não é aleatória, dada a reputação do país como um celeiro inesgotável de craques. O projeto em Itu funcionará como um polo de captação, permitindo que meninas tenham acesso a treinamentos de alto nível e, futuramente, oportunidades de integração com o time principal nos Estados Unidos ou bolsas em universidades americanas.
A iniciativa reforça o compromisso dos proprietários do clube — que incluem Angie e Chris Long, além de Brittany e Patrick Mahomes — em globalizar a marca e investir no crescimento sustentável da modalidade. A academia busca replicar o sucesso da formação de atletas, integrando a técnica brasileira com a estrutura física e tática norte-americana.
A conexão brasileira na NWSL

Debinha, da seleção brasileira, defende o Kansas City Current – Divulgação
O interesse do Kansas City Current no mercado brasileiro é impulsionado pelo sucesso de jogadoras do país na NWSL. Atualmente, o elenco do time conta com a atacante Debinha.
A presença de atletas brasileiras, Bia Zaneratto estava no clube na última temporada antes de acertar a volta para o Palmeiras, facilita o intercâmbio cultural e técnico, servindo de inspiração para as jovens que integrarão a nova academia em São Paulo. A estratégia é clara: beber direto da fonte do talento técnico brasileiro para fortalecer a liga mais competitiva do mundo, criando um canal direto entre o interior paulista e o Kansas.
A chegada de uma franquia estrangeira com estrutura de base ao interior paulista representa um passo significativo para a profissionalização das categorias de formação no Brasil. Enquanto muitos clubes locais ainda lutam para manter estruturas básicas para o feminino, o investimento externo traz recursos e visibilidade.








