O Museu do Futebol expõe ao público a partir desta terça-feira, 14, juntas, as camisas de duas lendas mundiais: o uniforme usado por Pelé na final da Copa do Mundo de 1970, que retorna à vitrine após um período de “descanso”, e uma versão retrô da camisa da seleção da Argentina de 1986, presente de Diego Armando Maradona a seu ídolo Rivellino, a quem chamava de “maestro de toda mi vida”. A camisa é assinada pelo astro argentino.

Na atualização, saem de cena o agasalho usado pelo Rei do Futebol na Copa de 1958 e a camisa que a ex-zagueira Alline Calandrini vestiu pela seleção brasileira nos Jogos Sul-Americanos de 2014, em Santiago (Chile).

Desde sua renovação, o Museu do Futebol mantém na Sala Pelé duas vitrines dedicadas aos ídolos que marcaram gerações. Uma delas é sempre ocupada por uma peça utilizada pelo Rei do Futebol em diferentes momentos da sua trajetória; a outra abriga uniformes de atletas que representam diferentes capítulos da história do esporte, sendo que sua escolha sempre ocorre em diálogo com a exposição temporária ou com a programação cultural do Museu.

Camisa de Pelé de 1970 estará próxima a da Argentina de 1986, presente de Maradona a Rivellino - Nilton Fukuda/Museu do Futebol

Camisa de Pelé de 1970 estará próxima a da Argentina de 1986, presente de Maradona a Rivellino – Nilton Fukuda/Museu do Futebol

A camisa presentada por Maradona a Rivellino se relaciona à próxima exposição temporária, ‘¡Cancha Brava! Futebol Sudamericano en disputa’, que abre ao público no dia 17 de outubro. A peça pertence ao acervo do próprio Rivellino, que a emprestou para o Museu até o fim da exposição.

Já a camisa usada por Pelé na final da Copa de 1970 está presente no acervo do Museu do Futebol desde sua inauguração, em 2008, e é exibida de tempos.

Conservação

A troca periódica das camisas em exibição no Museu do Futebol atende não apenas à possibilidade de compartilhar acervos diferentes com o público, mas também é uma forma de garantir sua preservação e prolongar seu tempo de vida.

A conservação de têxteis é um desafio constante uma vez que se trata de uma materialidade delicada e, portanto, suscetível a ação de agentes externos como a luz e a própria gravidade. Por isso, a camisa usada por Pelé sai da vitrine periodicamente para “descansar” na horizontal. Nesses períodos, ela também passa por uma rotina de conservação preventiva.