A seleção do Egito foi obrigada a realizar mudanças de última hora em seu uniforme para a Copa do Mundo de 2026. A federação local anunciou neste sábado, 13, que os Faraós foram avisados pela Fifa de que não poderão estampar as sete estrelas em referência aos títulos da Copa Africana de Nações.
Além disso, os números dos jogadores na camisa produzida pela Puma também terão de mudar, de dourado para branco, para melhorar a visualização. O Egito ocupa o Grupo G ao lado de Irã, Nova Zelândia e Bélgica, e estreia diante dos europeus na segunda-feira, 15, às 16h (de Brasília).
As novas e sempre exigentes normas da Fifa para os uniformes agora estabelece que as estrelas na camisa das seleções se refiram apenas a títulos mundiais. Neste caso, apenas Brasil, Alemanha, Argentina, França, Uruguai, Inglaterra e Espanha poderão usar estrelas na camisa.
E o Uruguai?
O caso do Uruguai chama a atenção e ainda não há definição oficial sobre isso. O Uruguai tradicionalmente joga com quatro estrelas, referentes aos títulos olímpicos de 1924 e 1928, além das Copas do Mundo de 1930 e 1950, por considerar que as Olimpíadas tinham peso de Copa antes da criação do Mundial.
Desde 1992, a Fifa autorizou a Celeste a seguir com as quatro estrelas. Até o momento, não foi anunciada nenhuma mudança neste sentido.

Ronald Araujo, do Uruguai, com as quatro estrelas na camisa (Darlington/Getty Images)
Haiti também foi censurado
A Fifa já havia pedido uma alteração na camiseta do Haiti para esta Copa, por outras razões: por considerar que certos elementos gráficos do seu desenho podem ser interpretados como uma manifestação política.
O modelo, desenvolvido pela fornecedora Saeta em parceria com a Federação Haitiana de Futebol, continha referências à história do país, incluindo alusões à Batalha de Vertières, que ocorreu em 1803, confronto decisivo no processo de independência haitiana.
O Haiti foi o primeiro país do mundo moderno a abolir a escravidão e a se tornar uma república liderada por negros. Conquistou sua independência da França em 1º de janeiro de 1804, tornando-se a segunda nação independente das Américas, após uma revolta de escravizados
De acordo com a fabricante, a proposta tinha como objetivo homenagear a identidade e a um momento importante na história do Haiti, um país cuja história recente ficou marcada por conflitos e desafios sociais e políticos, como a intervenção da ONU por meio da MINUSTAH (com participação do Exército Brasileiro) em 2004 e o terremoto que atingiu a ilha em 2010.
A Fifa, porém, aplicou as normas de seu regimento que restringem a presença de mensagens, símbolos ou referências consideradas políticas nos uniformes de competições oficiais.

O detalhe da discórdia na camisa da seleção do Haiti – Divulgação/Saeta









