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A Suderj informa: saem os inconsequentes e entram os solidários

Somos todos iguais e talvez esse vírus seja um ensinamento

Por Paulo Cezar Caju3 min de leitura
Jogadores do Grêmio usaram máscaras em protesto à manutenção do Campeonato Gaúcho em meio à crise do coronavírus
Jogadores do Grêmio usaram máscaras em protesto à manutenção do Campeonato Gaúcho em meio à crise do coronavírus

Por mais incrível que possa parecer, festeiro assumido, sempre gostei de me concentrar. Sinuca, ping-pong, carteado, os amigos reunidos, a troca de ideias, piadas, as histórias dos mais experientes. Para mim, concentração era como estar em família. Talvez, por isso, não tenha me adaptado ao modelo sugerido pela Democracia Corinthiana, de Sócrates, Casagrande, Wladimir & Cia. Mas, dessa vez, a concentração virou clausura. Por conta desse maldito coronavírus minha vida resume-se a casa, padaria, padaria, casa.

Os canais esportivos, sem muitas alternativas, reprisam jogos antigos, pelo menos isso. Gol do Ailton Lira, de falta! Que arrancada do Elói! Moreno, quanta categoria! Esses jogadores não existem mais, foram devastados pelo vírus do anti-futebol. Outro dia, achei um DVD antigo do Júlio César Uri Geller em que ele dizia que nunca treinou um drible, era natural, surgido nas peladas da favela. Hoje tudo é maquiado, os jogadores, os estádios. Os vírus já…

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