A seleção que me fez chorar na quarentena
Um grupo com Pelé, Garrincha, Nilton Santos e Didi não pode ser comparado a nenhum outro na história do futebol

Estou fugindo do coronavírus, em Angra, na casa de meu amigo Wilson de Souza Filho, rubro-negro e boleiro dos bons. Não estou vendo TV, nem acompanhando o noticiário, mas continuo atendendo ligações e uma delas foi de um jornalista da revista France Football. Falamos sobre minha carreira, polêmicas, títulos e derrotas. No fim, fez aquela pergunta que o pessoal da resenha adora: qual a melhor seleção brasileira, a de 58 ou a de 70? Me lembrei de um vídeo do Afonsinho e sua reação ao ver uma foto do time de 58 formado. Ele chorou e falou “esses são os santos de meu altar”.
Esse sentimento resume o que essa geração representou para nós. Um grupo com Pelé, Garrincha, Nilton Santos e Didi não pode ser comparado a nenhum outro na história do futebol. Realmente são os santos do altar de quem enxerga esse esporte como uma arte. A de…
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