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Racismo no futebol: sofro preconceito desde que nasci, mas nunca abaixei a cabeça

Havia recintos proibidos para negros e fico feliz por ter aberto muitas dessas portas com minhas posições, determinação e muita coragem

Por Paulo Cezar Caju3 min de leitura
Rivellino e Caju, pela seleção brasileira, em 1971
Rivellino e Caju, pela seleção brasileira, em 1971

A seleção brasileira entrou em campo no fim de semana e o jogo em si ficou em segundo plano. Não consigo acreditar que estamos na metade do ano e ainda não temos treinador. Além disso, vi muita repercussão em cima do caso de racismo do Vinicius Jr., com desdobramentos nessa partida. Completei 74 anos na última sexta-feira e posso afirmar, sem sombra de dúvidas, que sofro preconceito desde que nasci, mas a diferença é que eu nunca abaixei a cabeça para ninguém.

Lembro, quando pequeno, minha mãe ia fazer serviço em Copacabana e eu me recusava a passar pela entrada de serviço dos prédios. Fui agredido pela minha pele preta dentro do meu próprio país, nunca fui negro ‘sim, senhor’. A partir do momento que comecei a fazer sucesso e ganhar dinheiro através do futebol, passei a frequentar os melhores restaurantes do Rio de Janeiro e do mundo, sempre com…

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