A arte, o improviso e a rebeldia levaram cartão vermelho
Quem realmente entende de futebol, na prática e não apenas na teoria, sabe a diferença entre firula e recurso

Existem algumas teclas do piano do futebol que já devem estar gastas de tanto que eu toco, mas repetirei quantas vezes forem necessárias porque não dá para ouvir certas coisas e ficar calado. Ontem, por exemplo, em mais uma atuação desastrosa do Botafogo, o “professor” Eduardo Barroca advertiu um jogador, não lembro qual, por ele ter dado um passe de efeito. Quem entende de futebol, na prática e não apenas na teoria, sabe que não foi uma firula, mas recurso.
Não sei, sinceramente, se Barroca já jogou na várzea, na praia, em quadras de cimento ou no paralelepípedo, mas sei que vários treinadores do futebol brasileiro nunca chutaram uma bola na vida. Ficam berrando à beira do campo: “ataca a bola!”, “ataca o espaço!”. E os comentaristas, que também nunca assinaram uma súmula, nos metralham com uma série de “quebra a bola”, “quebra a linha”, uma chatice. Os ex-jogadores que…
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