A missão da Inter de Milão era difícil, mas o desfecho foi ainda mais cruel do que a torcida nerazzurri poderia imaginar. Precisando reverter uma desvantagem de dois gols trazida da Noruega, o time italiano sucumbiu à pressão, aos desfalques e aos próprios erros. Nesta terça-feira, 24, no San Siro, o Bodo/Glimt voltou a vencer, desta vez por 2 a 1, e garantiu uma classificação histórica para as oitavas de final da Champions League com um placar agregado de 5 a 2.

Sem seu principal artilheiro, Lautaro Martínez, vetado pelo departamento médico, a Inter sofreu para transformar volume de jogo em gols.

Do outro lado, o Bodo/Glimt, que já havia derrubado gigantes como Manchester City e Atlético de Madrid nesta edição, mostrou uma frieza impressionante. O goleiro Haikin foi o pilar defensivo, enquanto o ataque aproveitou falhas cruciais da defesa italiana para selar o destino do confronto.

Pressão estéril e o paredão Haikin

O primeiro tempo foi um monólogo de posse de bola da Inter, mas um drama em termos de efetividade. Precisando de gols, o time da casa se lançou ao ataque desde o primeiro minuto. Dimarco e Frattesi foram as válvulas de escape pelas pontas, criando as melhores oportunidades. No entanto, encontraram um Nikita Haikin inspirado.

O goleiro do Bodo operou milagres, defendendo um chute cruzado de Dimarco e uma cabeçada à queima-roupa de Frattesi. Quando o goleiro não interveio, a falta de pontaria ou o posicionamento irregular atrapalharam os italianos. Marcus Thuram chegou a balançar as redes, mas estava impedido.

A ansiedade crescia nas arquibancadas do San Siro à medida que o tempo passava e o placar permanecia zerado, mantendo a vantagem confortável dos visitantes.

Erro fatal e a confirmação da zebra

Se a situação já era tensa, tornou-se irreversível no início do segundo tempo. Aos 13 minutos, o zagueiro Akanji cometeu um erro fatal na saída de bola. O Bodo/Glimt, letal nos contra-ataques, não perdoou: Blomberg finalizou, Sommer deu rebote e Hauge conferiu para o fundo das redes, abrindo o placar e obrigando a Inter a fazer quatro gols para sobreviver.

Frattesi, em primeiro plano, e a festa norueguesa ao fundo - Matteo Bazzi/EFE