O Villa Nova, tradicional time mineiro de Nova Lima, oficializou nesta sexta-feira, 16, a venda da maior parte das ações de sua Sociedade Anônima do Futebol (SAF) para o Boston City Group. O grupo é liderado pelo empresário Renato Valentim, nascido em Manhuaçu, que assume a gestão com a promessa de reestruturação financeira e modernização do departamento de futebol do Leão do Bonfim. O acordo firmou uma divisão de 90% da SAF ao grupo americano, enquanto 10% permanece com o Villa Nova Atlético Clube.

A nova gestão do Villa promete foco em categorias de base, estrutura e o retorno do clube ao Módulo I do Campeonato Minheiro. Além disso, o Boston City Group assumiu uma dívida de R$ 13 milhões e criou um plano de investimento no valor de R$ 30 milhões ao longo de dez anos.

“Investir apenas dinheiro, muitas vezes, não traz os resultados positivos esperados. Nosso objetivo é gerir o clube com planejamento, processos bem definidos e, principalmente, com muita responsabilidade”, afirmou Valentim.

Rebaixado da primeira divisão do Campeonato Mineiro em 2024 e em uma profunda desorganização financeira, a diretoria do Leão do Bonfim viu à crise como uma oportunidade de profissionalizar o clube. As dívidas foram renegociadas e o conselho do Villa aprovou o modelo SAF como uma forma de evitar a falência do clube.

Torcida do Leão do Bonfim – Roberto Correa/Villa Nova

O futuro do Leão do Bonfim

Com a oficialização da venda, o foco se volta para o planejamento esportivo dentro das quatro linhas. O principal objetivo a curto prazo é garantir o retorno ao Módulo I do Campeonato Mineiro.

“Precisamos do futebol profissional disputando a primeira divisão do Campeonato Mineiro e competições nacionais para servir de vitrine aos atletas formados”, explicou o empresário. O novo nome forte da direção do clube também promete para a torcida um time forte, além de um programa de sócio-torcedor que será lançado nos próximos meses.

A transformação do Villa Nova em SAF e sua venda para um grupo internacional seguem uma tendência dos últimos anos, em que clubes brasileiros de modelos associativos vem se transformando em clubes-empresa. Para o Leão do Bonfim, a parceria com o Boston City Group representa a oportunidade  de voltar a disputar a elite do estado sem perder a identidade tradicional do clube.