O clima de tensão tomou conta dos bastidores e das arquibancadas de São Januário. Em meio a uma sequência de resultados adversos no início da temporada de 2026, a torcida do Vasco da Gama realizou um forte protesto, elegendo alvos claros para sua insatisfação: o técnico Fernando Diniz e o meio-campista Philippe Coutinho.

Por outro lado, a torcida cruzmaltina exaltou a atuação do argentino Claudio Spinelli, recém-chegado ao clube. Foi dele o gol que levou a decisão para os pênaltis, contra o Volta Redonda, pelas quartas de final do Campeonato Carioca.

Cobranças a Diniz e Coutinho

A manifestação dos torcedores reflete a impaciência com o desempenho recente do time no Campeonato Brasileiro. Após um 2025 de consolidação do trabalho e expectativas altas, o Cruzmaltino teve um início preocupante na competição nacional, somando apenas um ponto nos três primeiros jogos e figurando na zona de rebaixamento. Fernando Diniz, conhecido por seu estilo de jogo autoral, foi alvo de questionamentos quanto à eficácia de suas táticas e às escolhas na escalação, com gritos que pediam mudanças imediatas na postura da equipe.

Outro nome de peso que não escapou das críticas foi Philippe Coutinho. O retorno do ídolo, cercado de grande expectativa, ainda não se traduziu na regularidade e no impacto técnico esperado pela torcida neste início de ano. Os protestos focaram na necessidade de maior entrega física e participação decisiva do camisa 11, considerado uma peça-chave para a recuperação do elenco na temporada.

Cenário de pressão e decisão no Estadual

O protesto marca um ponto de inflexão na temporada do Vasco. Além da recuperação necessária no Brasileirão, o clube enfrenta um momento decisivo no âmbito regional. A equipe tem pela frente um confronto eliminatório contra o Volta Redonda, válido pelas quartas de final do Campeonato Carioca. A pressão vinda das arquibancadas coloca uma carga extra sobre este compromisso.

Para Diniz e Coutinho, a resposta precisará ser dada urgentemente em campo. O objetivo é transformar as críticas em motivação para evitar que a crise se aprofunde com uma eventual eliminação no estadual, o que poderia comprometer o planejamento e a estabilidade do clube para o restante do ano.