O São Paulo marcou nesta terça-feira, 6, a votação para o processo de impeachment do presidente Júlio Casares. A data foi agendada pelo Conselho Deliberativo mesmo após o Conselho Consultivo não recomendar a saída do dirigente.

A votação para o rito de impeachment no São Paulo acontecerá na próxima quarta-feira, 14, a partir das 18h30 (de Brasília). Os 255 conselheiros estão aptos a votar, em mecanismo secreto. Caso aprovado pela maioria, o impeachment avança para uma votação entre os sócios, mas já com o presidente afastado preventivamente.

Na tarde desta terça, uma reunião do Conselho Consultivo terminou com 6 votos contrários à recomendação da saída do presidente contra apenas 1 voto dissidente. 

Olten Ayres, Carlos Miguel Aidar, Marcelo Pupo, Ives Gandra, Carlos Augusto de Barros e Silva (Leco), José Carlos Ferreira Alves. José Carlos Ferreira Alves foi o único voto contrário. 

A ata da reunião, assinada por José Eduardo Mesquita Pimenta, diz que “as acusações carecem de provas materiais, especificamente contra o Presidente, que alegou inocência.” 

Ata do Conselho Consultivo do São Paulo - PLACAR

Ata do Conselho Consultivo do São Paulo – PLACAR

Investigações no São Paulo

Casares é alvo de investigação da Polícia Civil sobre possíveis irregularidades financeiras. O presidente do Tricolor teria recebido em suas contas o valor de R$ 1,5 milhão em depósitos de dinheiro entre janeiro de 2023 e maio de 2025. 

Há ainda 35 saques nas contas do clube, que totalizam R$ 11 milhões, também sob investigação.

Em nota, a defesa do dirigente diz que a origem da quantia é “lícita e legítima, com lastro compatível com a evolução de sua capacidade financeira”. Os advogados ainda completam informando que Casares “desempenhou e exerceu funções de alta direção na iniciativa privada, com boa remuneração”.

A recente investigação da Polícia Civil se soma ao escândalo do camarote da presidência do São Paulo, revelado no ano passado. Dirigentes do clube viraram alvo de investigação sobre desvio de dinheiro