A Arena MRV presenciou um roteiro cruel para os donos da casa e de pura resiliência para os visitantes neste domingo, 22. Pelo jogo de ida da semifinal do Campeonato Mineiro, o Atlético-MG foi superior durante a maior parte do confronto, criou as melhores chances e chegou a abrir o placar, mas foi castigado no último lance.

O América-MG, suportando a pressão graças a uma grande atuação do goleiro Gustavo, buscou o empate por 1 a 1 nos acréscimos, deixando a decisão da vaga totalmente indefinida.

Paredão Gustavo e o domínio alvinegro

O clássico começou com o Galo tentando impor seu ritmo, controlando a posse de bola que chegou a 70% na primeira etapa. No entanto, o primeiro susto veio do lado visitante: Paulo Victor chegou a balançar as redes para o Coelho, mas o VAR anulou o lance por impedimento, mantendo o zero no placar.

Passado o susto, o Atlético empilhou oportunidades, transformando o goleiro Gustavo no protagonista da etapa inicial. O arqueiro do América operou milagres, especialmente em uma cobrança de falta venenosa de Hulk, que tinha endereço certo. Apesar do volume de jogo e das tentativas de Dudu e Scarpa, o time da casa foi para o intervalo esbarrando na falta de pontaria e na inspiração do camisa 1 adversário.

Vantagem, trave e a chance de matar o jogo

A insistência atleticana deu resultado logo no início do segundo tempo. Aos 7 minutos, após uma boa trama ofensiva e assistência de Gustavo Scarpa, Dudu tirou do goleiro e finalmente inaugurou o marcador, explodindo a torcida na Arena. O gol parecia abrir caminho para uma vitória tranquila, e o Galo continuou em cima para ampliar.

O momento de maior tensão — e que poderia ter mudado a história do confronto — veio pouco depois. Hulk, sempre perigoso, recebeu cruzamento de Scarpa e pegou de primeira. A bola explodiu no travessão, negando o segundo gol que daria tranquilidade aos mandantes. O Atlético seguiu pressionando, mas parou novamente em Gustavo, que fez outra defesa crucial em finalização de Hulk já na reta final, mantendo o América vivo na disputa.

O castigo no apagar das luzes

Quando o jogo parecia decidido e o Atlético administrava a vantagem mínima, o futebol puniu o desperdício de chances. Já nos acréscimos, aos 49 minutos, o técnico Alberto Valentim viu sua estrela brilhar através das substituições. Yarlen, que havia entrado na vaga de Paulo Victor, recebeu na área e acertou um chute de primeira, sem chances para Everson.

O gol de empate caiu como um balde de água fria na torcida alvinegra e foi celebrado como uma vitória pelo lado americano. Com o 1 a 1 no placar, o América leva a decisão para o jogo de volta, na próxima semana, jogando em casa e com a moral elevada por ter sobrevivido ao massacre ofensivo do rival.