A ausência de jovens talentos formados em Cotia nas listas de relacionados do São Paulo em março de 2026 é explicada por dois fatores centrais: a necessidade de sanar dívidas asfixiantes e uma mudança na filosofia técnica imposta por Roger Machado. O clube optou por negociar suas principais promessas para equilibrar o caixa e buscar estabilidade imediata com atletas mais experientes.
Vendas estratégicas para conter o déficit financeiro
Para evitar um colapso orçamentário, a diretoria tricolor efetuou vendas expressivas entre o final de 2025 e o início de 2026. O atacante William Gomes foi transferido para o Porto por R$ 54,5 milhões, enquanto Henrique Carmo seguiu para o CSKA Moscou por R$ 32,52 milhões.
Essas movimentações foram cruciais para lidar com a dívida acumulada, que atingiu R$ 968,2 milhões em dezembro de 2024. No total, o clube arrecadou mais de R$ 190 milhões com a base em 2025, incluindo as saídas de Lucas Ferreira para o Shakhtar Donetsk e Matheus Alves para o futebol russo.

Roger Machado, técnico do São Paulo, na vitória por 2 a 0 contra a Chapecoense – Rubens Chiri e Miguel Schincariol/Saopaulofc.net
Mudança na filosofia técnica e foco em resultados
Além do fator financeiro, a chegada do técnico Roger Machado alterou a dinâmica do elenco. O treinador tem priorizado um grupo com menor rotatividade de jovens, focando em jogadores com maior rodagem após a saída das principais joias de Cotia.
Impacto no planejamento da temporada
- Redução imediata da utilização de atletas sub-20 no time profissional.
- Foco em contratações pontuais para suprir a ausência de peças vendidas.
- Necessidade de atingir metas esportivas para compensar a perda de ativos técnicos da base.









