Neymar começou a semana no centro de mais uma grande polêmica na carreira.

Na terça-feira, 25, durante o evento em que seu pai anunciou a compra da marca Pelé pela NR Sports, roubou os holofotes do anúncio a informação de que o meia-atacante havia sofrido uma nova lesão: o esgarçamento na região do menisco do joelho esquerdo, que supostamente o obrigaria a parar imediatamente para ser submetido a um novo procedimento cirúrgico, comprometendo a participação na reta final do Brasileirão.

A presença do camisa 10 por exatos 87 minutos na Vila Belmiro nesta sexta-feira, 28, fez com que o torcedor do Santos voltasse a acreditar não só na permanência na elite do futebol brasileiro, mas no próprio jogador que ainda não conseguiu repetir as atuações que o levaram a condição de ídolo, dono de seis títulos pelo clube e maior artilheiro pós-era Pelé, entre 2009 e 2013.

Podia até ser só uma mera obrigação a vitória diante do já rebaixado Sport, pior time e pior defesa da competição, mas a volta de Neymar marcando um gol, dando uma assistência e sendo novamente protagonista levou o Peixe a sonhar novamente.

Escalado desde o início pelo técnico Juan Pablo Vojvoda em uma equipe com oito modificações com relação a que enfrentou o Internacional há cinco dias, Neymar começou a partida surpreendentemente em uma posição cheia de memórias afetivas para o torcedor do Santos: aberto pelo lado esquerdo, invertendo constantemente com o atacante Guilherme.

O gol que abriu caminho para a vitória saiu com ele atuando exatamente nesta função. Em um contra-ataque, Guilherme encontrou o companheiro aberto pela ponta esquerda. Ao seu melhor estilo, Neymar dribou o defensor e chutou no contrapé do goleiro Gabriel: 1 a 0.

Com uma proteção cobrindo toda a perna, além de bandagens funcionais para auxiliar na estabilidade do joelho machucado, Neymar entendeu a importância de se poupar em algumas cobranças de escanteios e faltas. Era visível como também calculava movimentos.

Curiosamente, Neymar desta vez passou longe de atuar como um falso 9, função em que foi testado nas últimas partidas e que o técnico da seleção brasileira, Carlo Ancelotti, projetou utilizá-lo em caso de futura convocação. Coube a Tiquinho Soares atuar como referência na área no primeiro tempo, posteriormente substituído por Lautaro Díaz. O segundo gol, marcado contra por Lucas Kal, facilitou ainda mais a noite do camisa 10.