O Santos e o Corinthians protagonizaram um clássico de extremos na tarde deste domingo, 15, na Vila Belmiro. Em partida válida pela 6ª rodada do Campeonato Brasileiro, as equipes empataram em 1 a 1.

O duelo foi marcado por um primeiro tempo elétrico, com gols das estrelas Memphis Depay e Gabriel Barbosa em um intervalo de dois minutos, e uma etapa final dramática, na qual o time da casa precisou resistir à pressão alvinegra terminando o jogo com apenas nove atletas em campo devido a lesões e expulsão.

Neymar, que retornou ao time no clássico visando ser lembrado por Carlo Ancelotti na convocação da seleção brasileira na próxima segunda-feira, 16, teve atuação bastante apagada na Vila Belmiro.

O despertar dos artilheiros e o castigo imediato

A narrativa do confronto foi desenhada logo na etapa inicial, com ambas as equipes buscando o ataque. O Corinthians foi letal aos 18 minutos. Em um contra-ataque rápido puxado por Kaio César, a bola chegou até Memphis Depay na esquerda. O atacante holandês controlou, driblou a marcação e fuzilou no canto esquerdo de Gabriel Brazão, marcando seu primeiro gol na temporada e encerrando um jejum que durava desde dezembro do ano passado.

No entanto, a alegria corintiana durou pouco. Apenas dois minutos depois, a pressão do Santos forçou um erro fatal. O zagueiro Gabriel Paulista escorregou no meio-campo ao dividir com Neymar. A bola sobrou limpa para Gabriel Barbosa, que disparou livre pelo meio e tocou na saída de Hugo Souza para decretar o empate e inflamar a torcida na Vila Viva Sorte.

Duelo particular sob as traves

Além dos artilheiros, os goleiros foram protagonistas para garantir que o placar não fosse alterado antes do intervalo. Hugo Souza brilhou ao espalmar uma cobrança de falta no ângulo de Neymar e um chute perigoso de Barreal. Do outro lado, Gabriel Brazão fez um verdadeiro milagre aos 35 minutos, voando no canto esquerdo para defender uma cabeçada fulminante de Gustavo Henrique após cobrança de escanteio.

Drama, lesões e resistência heroica

Se o primeiro tempo foi de técnica e gols, a etapa final transformou-se em uma batalha física e de sobrevivência para o Peixe. O técnico Dorival Júnior viu seu planejamento ruir com as lesões de Bontempo e Barreal. O clima esquentou, as faltas se multiplicaram e o Corinthians tentou assumir o controle das ações, esbarrando na forte marcação santista.

O cenário ficou crítico para os donos da casa aos 42 minutos, quando Luan Peres cometeu falta dura em Raniele, recebeu o segundo cartão amarelo e foi expulso. Para piorar a situação dramática, nos acréscimos, o jovem Vinicius Lira sofreu uma grave lesão no joelho. Como o Santos já havia feito as cinco substituições permitidas, a equipe precisou se defender com apenas nove jogadores nos minutos derradeiros. Apesar da vantagem numérica e da pressão final, o Timão não conseguiu furar o bloqueio santista.