A Ponte Preta voltou para a Série B do Campeonato Brasileiro, mas ainda há muito trabalho pela frente para a temporada 2026. O acerto dos salários atrasados dos jogadores talvez seja o principal deles. Para se ter uma ideia, por exemplo, o meia-atacante Élvis não sabe se fica no ano que vem.

Aqui você acompanhe um trecho da edição impressa número 1529 de PLACAR, já disponível em versão digital e física.

Reportagem especial sobre a Ponte Preta campeã da Série B está na edição 1529 da PLACAR impressa – PLACAR

Élvis chegou à Ponte Preta em julho de 2022, vindo de boa temporada no Goiás. O atleta, revelado no Paraná Clube, passou por Benfica B-POR, Botafogo, Criciúma, Figueirense, Red Bull Brasil, CRB, Oeste, Cuiabá, entre outros times.

Bate-Bola com Élvis, meia da Ponte Preta

Você viveu do rebaixamento à conquista da Série C, passando pelo título da A2 do Paulista. Qual é a sensação agora? No futebol, só tem espaço para campeão. A Ponte Preta tem uma camisa muito grande, é um clube muito tradicional, que não deveria nunca passar por essa situação. Espero que o clube se estruture, se organize para chegar à Série A. Claro que é um passo de cada vez, mas estamos no caminho para isso.

Élvis, camisa 10, foi o destaque da Ponte Preta na Série C do Brasileirão 2026 - Alexandre Battibugli/PLACAR

Alexandre Battibugli/PLACAR

O mesmo torcedor que criticou no passado hoje o tem como ídolo. Como é essa gangorra? Saí de casa com 11 anos, de uma cidade com 5000 habitantes [Janiópolis-PR], onde muita gente não achava nem que eu ia virar jogador de futebol. Não me considero nada além de um vencedor na vida. O tanto que essa torcida me admira não tem preço. Não vim aqui para ser ídolo, vim aqui para escrever a história. O Élvis sozinho não é ídolo de nada. Os jogadores é que são ídolos.

Os jogadores publicaram um manifesto desmentindo o pagamento dos salários e direitos dos atletas [atrasados em média em três meses]. Como isso mexeu com o grupo? Independentemente se vamos ficar aqui ou não, fizemos o que tinha que ser feito. Várias pessoas passaram dificuldade e fizeram o que tinha que ser feito. A minha passagem aqui está marcada e, se for um adeus, saio com o dever cumprido.

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