Pai e empresário do meio-campista Gerson, do Cruzeiro, Marcão foi hostilizado por torcedores do Flamengo no Maracanã durante a vitória por 2 a 0 contra o Cruzeiro na noite da última quarta-feira, 11. O também agente do jogador tentou assistir a partida em um setor nobre do estádio, mas, durante o intervalo, foi alvo de ofensas e de tentativas de agressão, com copos de cervejas atirados em sua direção pelos rubro-negros.
Aos gritos de “mercenário”, Marcão deixou o setor escoltado pela polícia e foi encaminhado para o camarote do Cruzeiro. Gerson também foi alvo de protestos de parte da torcida flamenguista. O ex-capitão do Flamengo foi vaiado a cada toque na bola e viu a sua equipe ser derrotada por 2 a 0.
Em suas redes sociais, Marcão fez um vídeo agradecendo o apoio recebido depois das hostilidades e disse ter sido vítima de racismo: “aquelas pessoas que fizeram aquilo comigo não são torcedores do Flamengo, porque elas deixaram de assistir o jogo para me xingar. O problema é simples, eles não estavam reclamando pelo o que eu fiz ou deixei de fazer. Estavam reclamando porque sou eu e pelo meu trabalho. Infelizmente as pessoas não aceitam o lugar em que um negro está, elas não aceitam isso”, afirmou o empresário.
Saída polêmica do Flamengo

Gerson se despediu do Flamengo após a Copa do Mundo de Clubes – Adriano Fontes/Flamengo
O episódio nas arquibancadas refletiu o clima pesado que também tomou conta do gramado. A partida marcou o primeiro reencontro de Gerson com a torcida do Flamengo desde sua saída conturbada no meio de 2025. O jogador foi vaiado a cada toque na bola e também ouviu o coro de “mercenário”.
A ira dos torcedores em direção a pai e filho ocorrem pela forma volante deixou o clube carioca. Em abril do ano passado, sob forte influência de Marcão, Gerson renovou seu contrato com o Flamengo em um movimento que garantiu aumento salarial, mas diminuiu drasticamente a multa rescisória do atleta.
Pouco depois, o Zenit, da Rússia, pagou a cláusula de 25 milhões de euros (R$ 160 milhões pela cotação da época) e tirou o jogador do time. Após não se adaptar ao futebol europeu, Gerson acertou seu retorno ao Brasil poucos meses depois, mas para defender as cores do Cruzeiro, o que foi encarado como traição por parte da torcida flamenguista.









