Conselheiros do Corinthians protocolaram, nesta quarta-feira, 15, um pedido formal de impeachment e o afastamento cautelar do presidente Osmar Stabile. O movimento fundamenta-se em supostas violações graves ao Estatuto Social do clube e à Lei Geral do Esporte.
Quais são as acusações contra Osmar Stabile?
A principal motivação do pedido é a oneração irregular do Parque São Jorge. Em janeiro de 2026, a gestão firmou um acordo de transação tributária com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) para regularizar uma dívida de cerca de R$ 1,2 bilhão, oferecendo a sede social — avaliada em R$ 602,2 milhões — como garantia.
Os conselheiros afirmam que o ato violou o Artigo 3º do Estatuto, que exige aprovação de pelo menos dois terços do Conselho Deliberativo para tal finalidade, rito que não teria sido seguido. Além disso, o documento cita a admissão da existência de “funcionários fantasmas” na folha de pagamento e a falta de transparência em requerimentos administrativos.
Como funciona o processo no Conselho Deliberativo?
O pedido será analisado por Leonardo Pantaleão, que assumiu a presidência interina do Conselho Deliberativo após o licenciamento de Romeu Tuma Júnior em 13 de abril. Cabe a Pantaleão decidir pelo encaminhamento do processo à Comissão de Ética e Disciplina.
O afastamento cautelar solicitado é uma medida de urgência para que o dirigente seja retirado de suas funções enquanto o processo administrativo tramita. O objetivo é preservar a integridade da instituição e evitar possíveis interferências na apuração dos fatos. Caso o processo avance, Osmar Stabile terá direito à ampla defesa antes de uma votação definitiva em plenário.









