O presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, conhecido como Bap, manifestou na última quinta-feira (23) fortes questionamentos sobre um empréstimo de R$ 80 milhões concedido pela Crefisa ao Vasco. Durante sua participação no Fórum Nacional de Formação Esportiva, o dirigente rubro-negro apontou o que considera um “conflito de interesses” e riscos de “propriedade cruzada” no futebol brasileiro.

Por que o Flamengo questiona a operação financeira?

A polêmica reside no fato de a Crefisa pertencer a Leila Pereira, que também exerce a presidência do Palmeiras. Bap questionou publicamente a natureza da garantia exigida na transação: 20% das ações da Sociedade Anônima de Futebol (SAF) do Vasco.

De acordo com o mandatário flamenguista, o uso de ações como garantia, em vez de ativos tangíveis, sugere uma intenção de controle sobre a instituição. Ele comparou a movimentação ao processo de aquisição do Atlético-MG pela família Menin, alertando para a falta de transparência ética no modelo adotado.

Qual a resposta do Vasco e o contexto da SAF?

As declarações ocorrem em um momento de negociações avançadas para que o empresário Marcos Lamacchia, filho de José Roberto Lamacchia (marido de Leila Pereira), adquira 90% da SAF do Vasco por um montante superior a R$ 2 bilhões. Em resposta às críticas, o presidente do clube carioca, Pedrinho, utilizou canais oficiais para rebater as falas de Bap, classificando a postura do dirigente rival como “arrogante”.

A Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF) deve monitorar o caso assim que houver uma alteração societária formal para garantir que não existam violações às normas de governança do esporte nacional.