Brasil e Tunísia empataram em 1 a 1, nesta terça-feira, 18, em Lille, na França. Em amistoso internacional, a seleção brasileira saiu atrás e até buscou o empate, mas esbarrou em erros, pênalti perdido e dificuldade criativa.
Assim, a pentacampeã mundial encerra o ano com cinco vitórias, dois empates e três derrotas. Com o técnico Carlo Ancelotti, foram quatro êxitos, dois revéses e, agora, um empate.

Matheus Cunha é novamente titular da seleção brasileira – Franck Fife/AFP
O jogo contra a Tunísia começou desfavorável para o Brasil, que teve pela frente uma defesa bem montada, marcando com linha de cinco defensiva. Sem conseguir encaixar dinâmicas ofensivas, o time ainda errou, culminando no primeiro gol africano.
Após erro de domínio de Wesley, a seleção tunisiana saiu em velocidade e Ali Abdi encontrou bonita bola enfiada. Casemiro não conseguiu acompanhar Hazem Mastouri, que chegou em boas condições e tocou na saída do goleiro Bento.
O Brasil ainda empatou, com Estêvão, que cobrou pênalti, no fim do primeiro tempo. Melhor brasileiro em campo, o garoto não bateu a segunda penalidade favorável ao lado brasileiro.
Quem bateu foi Lucas Paquetá. O meia do West Ham bateu mal, mandando a bola por cima da trave.
Quem foi mal na seleção?
O empate não foi favorável para a seleção brasileira, que esbarrou em atuações abaixo. Do goleiro ao atacante, o time sofreu com erros técnicos e falhas na execução tática.
Bento não cometeu falha grave, mas acumulou erros em saída do gol, que poderiam ter resultado em gol da Tunísia. Da mesma forma, acertou apenas 50% das bolas longas que tentou e errou cinco passes.

Lucas Paquetá perdeu pênalti no 2º tempo de Brasil x Tunísia – Franck Fife/AFP
Wesley, responsável pelo erro inicial do gol adversário, também saiu em baixa e foi substituído ainda no intervalo. Também personagem central da transição defensiva falha no lance, Casemiro não repetiu a mesma atuação da vitória contra Senegal.
Substituindo o segundo volante Bruno Guimarães, Lucas Paquetá jogou por cerca de 35 minutos. O meio-campista, contudo, desperdiçou um pênalti, perdeu a posse da bola quatro vezes e não agregou à produção ofensiva.
Outra figura abaixo foi Matheus Cunha, titular e substituído por Vitor Roque no intervalo. Cumprindo função de meia-atacante centralizado, o jogador do Manchester United não finalizou nenhuma vez e ficou deslocado na organizada linha tunisiana.
Quem se salvou na seleção?
Apenas duas peças se salvaram no empate do Brasil com a Tunísia. Uma delas foi Estêvão, autor do gol que empatou o marcador, em segura cobrança de pênalti.
O jovem garoto, artilheiro da seleção na Era Ancelotti, teve 69 toques na bola, sendo bastante acionado entre a direita e o meio. Somou dois dribles certos, venceu quatro duelos rasteiros e ainda agregou recuperando a bola três vezes.

Estêvão, de pênalti, empatou para o Brasil contra a Tunísia – Franck Fife/AFP
No fim, ainda partiu para cima da defesa da Tunísia e bateu com a perna direita. O chute saiu mascado e parou na trave, quase conquistando a virada.
Vitor Roque substituiu Matheus Cunha e deixou impressão positiva. Veloz e intenso no ataque, pressionou bem, recuperou a bola e sofreu pênalti no segundo tempo. Porém, sua ação ficou menos evidente pela cobrança ruim de Lucas Paquetá.








