Um ilustre torcedor
Leia o texto que terminou na segunda colocação do Concurso de Crônicas do Museu do Futebol, em parceria com PLACAR

A rua está mais vazia que de costume, mas dessa vez ele sabe porquê. Deve estar quase na hora. Há que ritualizar, preparar seu salão. Dispõe o espaço de praticamente um metro quadrado, escondido entre dois canteiros de concreto e um carro estacionado atrás. Um inoportuno poste num canto esquerdo a tomar-lhe 20 centímetros (mediu uma vez) e um bueiro – que testou sua fé na época que eles se transformaram em bombas relógio – compõem a estrutura da casa improvisada numa estreita rua da zona sul do Rio de Janeiro. Gosta desse cantinho, especificamente, apesar dos pesares e da falta de cobertura atrapalhar em dias de chuva.
Ama o futebol como qualquer outro e bem sente falta de não poder se meter em descompromissadas peladas pela orla da praia. Culpa dum ferimento maltratado na perna direita, de quando morou uns dias numa obra mal fiscalizada. Quando o pegaram, teve…
Continue lendo com uma conta gratuita
- Leva menos de um minuto, sem cartão
- Acesso às matérias do Acervo Digital
- Você continua exatamente deste parágrafo
Já tem conta ou é assinante do Clube Placar? Entrar, vale a mesma conta.
