Gostaria de tê-lo aqui
Leia o texto que terminou na terceira colocação do Concurso de Crônicas do Museu do Futebol, em parceria com PLACAR
Por Stephanie Calazans4 min de leitura

O dia não era dos mais bonitos, mas papai insistia em me tirar de baixo das cobertas. Eu entendo a preocupação dele. É raro me ver fora da cama e eu nem sei mesmo se os dias estão nublados ou se sou eu que estou.
É assim desde que meu irmão morreu. As últimas palavras que vociferei, quando aconteceu, foram gritos de uma dor negacionista que se recusava a aceitar que agora, para encontrá-lo, só no cemitério. “Prefiro não sair nunca mais”.
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