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Tite, o herói que não faz gols

Treinador gaúcho se atualizou após ano sabático, impôs um estilo de jogo envolvente e se consolidou como o maior técnico da história do Corinthians

Por Luiz Felipe Castro5 min de leitura
O técnico Tite do Corinthians na partida contra o Santos, válida pela 27ª rodada do Campeonato Brasileiro 2015
O técnico Tite do Corinthians na partida contra o Santos, válida pela 27ª rodada do Campeonato Brasileiro 2015Heitor Feitosa

Poucas vezes um treinador foi tão determinante para um título quanto Tite para o hexacampeonato corintiano no Brasileirão. O gaúcho de 54 anos já era apontado por muitos como o maior técnico da história do clube por suas conquistas entre 2010 e 2012, incluindo a inédita Libertadores e o Mundial de Clubes. Mas Adenor Leonardo Bacchi voltou ainda melhor em 2015: enterrou a pecha de retranqueiro, reconstruiu um time abalado por fracassos e crise financeira e ganhou de vez o coração da fiel torcida.

Sua volta foi vista com desconfiança. Tite foi dispensado no fim de 2013 depois de um semestre de pouco interesse dos atletas e raras bolas na rede. Desempregado, não se abateu: viajou para a Europa para se aprimorar, fez “estágio” no Real Madrid do italiano Carlo Ancelotti, acompanhou atentamente a Copa do Mundo no Brasil e atualizou seus conceitos.

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